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Vazamento oculto afeta bairros de Tijucas e SAMAE usa tecnologia em tempo real para rastrear o problema

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 13/04/2026 16h28
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Rompimento subterrâneo não aparece na superfície por causa do lençol freático raso da cidade. Geofone e sensores de pressão orientam a busca pelo ponto exato.

Um vazamento oculto na rede de distribuição de água está prejudicando o abastecimento nos bairros Mata Atlântica, Universitário, Praça e Imacol, em Tijucas.

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O vazamento não é visível na superfície. Tijucas tem o lençol freático raso, quando um cano rompe no subsolo, a água não sobe até a rua. Escoa por baixo da terra, entra nas galerias de drenagem pluvial e desaparece sem deixar sinal. É uma característica do solo da cidade que torna esse tipo de ocorrência especialmente difícil de localizar sem equipamento.


Equipes especializadas trabalham nos trechos que abastecem os quatro bairros. O instrumento usado é o geofone, um sensor que capta o som da água escapando dentro da tubulação mesmo a metros de profundidade. A varredura já identificou pontos com indício de vazamento. O próximo passo é a confirmação exata para iniciar o reparo.


Tiago Suckow, presidente do SAMAE, explica que a busca é orientada pelo sistema de monitoramento implantado nos últimos meses. “A gente monitora a pressão da rede em tempo real. Quando um trecho apresenta queda fora do padrão, a gente sabe que tem alguma coisa ali. É isso que direciona a equipe pra campo”, afirma. Segundo ele, a autarquia opera hoje 12 pontos de medição de pressão na rede de distribuição e três pontos de telemetria em reservatórios.


Suckow também destaca a dificuldade imposta pelo solo da cidade. “Quando um cano rompe embaixo da terra, a água não sobe, ela escoa pelo subsolo e entra na galeria pluvial. Na rua tu não vê nada. Por isso a gente depende do geofone e dos sensores pra encontrar”, diz.


O uso de tecnologia para rastrear vazamentos ocultos é recente no SAMAE. Até 2025, a autarquia não dispunha de monitoramento de pressão nem de sensores acústicos. A detecção dependia de reclamações de moradores e de inspeção visual, métodos insuficientes para vazamentos subterrâneos que não afloram na superfície.


Enquanto o ponto exato não é confirmado, o SAMAE disponibilizou atendimento emergencial nos quatro bairros. Moradores podem entrar em contato pelo WhatsApp: 48 3263-4065.


Segundo o SAMAE, equipe, material e equipamento para o reparo já estão disponíveis. A intervenção será feita assim que a localização for confirmada. Os trabalhos de busca seguem de forma contínua.

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