O governador Jorginho Mello (PL) aparece com 49% das intenções de voto para o Governo de Santa Catarina na pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (17). O número é mais do que o triplo do segundo colocado, João Rodrigues (PSD), que registra 15%, e mais de seis vezes o de Gelson Merísio (PSB), com 8%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo SC-00866/2026.
Quando o cálculo considera apenas os votos válidos, critério que a Justiça Eleitoral usa na apuração das urnas e que descarta indecisos, brancos e nulos, Jorginho chega a 64%. O percentual ultrapassa a maioria necessária para encerrar a disputa já no primeiro turno. Somados, todos os adversários ficam com 36%. João Rodrigues alcança 20% dos votos válidos e Gelson Merísio, 11%.
No cenário estimulado completo, quando os nomes são apresentados ao entrevistado, Marcelo Brigadeiro (Missão) tem 2% e Professor Marcus Sodré (PSTU), 1%. Bruno Pedreiro do PCO (PCO), Laís Chaud (UP) e Ralf Zimmer (PRD) somam 1%. Brancos e nulos representam 11% e outros 13% não souberam responder ou não responderam.

Na pesquisa espontânea, feita sem apresentar nomes, Jorginho Mello é citado por 22% dos entrevistados. João Rodrigues aparece com 8%, mesmo percentual de brancos e nulos, e Gelson Merísio com 4%. Outros nomes somam 2%. Nessa modalidade, 56% não souberam ou não responderam, patamar comum quando o eleitor precisa lembrar sozinho do candidato.
O instituto também testou dois cenários de segundo turno. Contra João Rodrigues, Jorginho vence por 57% a 26%, com 8% de brancos e nulos e 9% de indecisos.
No duelo com Gelson Merísio, a diferença é maior: 66% a 18%, com 9% de brancos e nulos e 7% de indecisos.

O governador lidera em todos os recortes da amostra. Entre homens, marca 51%, e entre mulheres, 47%. Por faixa etária, tem 53% de 16 a 34 anos, 50% de 35 a 59 anos e 43% entre os eleitores com 60 anos ou mais, faixa em que João Rodrigues registra seu melhor resultado, 18%. Por renda, Jorginho vai de 40% entre quem ganha até dois salários mínimos a 51% na faixa de dois a cinco salários e 54% acima de cinco salários mínimos.
A pesquisa mediu ainda a rejeição, ou seja, em quem o eleitor não votaria. Gelson Merísio aparece no topo, com 38%, seguido por João Rodrigues, com 34%. Jorginho Mello e Professor Marcus Sodré empatam com 30%. Marcelo Brigadeiro tem 29%, Bruno Pedreiro do PCO e Ralf Zimmer têm 25% cada, e Laís Chaud, 24%. Apenas 1% disse que poderia votar em qualquer um dos nomes.
A avaliação da gestão sustenta o desempenho eleitoral. O trabalho do governador é aprovado por 75% dos catarinenses e desaprovado por 22%, com 3% sem opinião. Na avaliação qualitativa, 49% classificam a administração como ótima ou boa, 35% como regular e 15% como ruim ou péssima.

Jorginho Mello foi eleito em 2022 no segundo turno, com 70,69% dos votos válidos, ao derrotar Décio Lima (PT), hoje candidato ao Senado.
Na disputa pelo Senado, em que o eleitor escolhe dois nomes para as duas vagas, o cenário é mais apertado. Consolidando primeiro e segundo votos, Carol de Toni (PL) aparece com 24%, seguida por Esperidião Amin (PP) e Carlos Bolsonaro (PL), ambos com 20%. Décio Lima (PT) tem 11% e Afrânio Boppré (PSol), 10%. Lunelli (MDB) registra 4% e Túlio de Amorim Pfuetzenreiter (Missão), 2%.
Separando as duas escolhas, Carol de Toni lidera o primeiro voto com 28%, à frente de Esperidião Amin, com 20%, e Carlos Bolsonaro, com 17%. Décio Lima marca 13% e Afrânio Boppré, 8%. No segundo voto, a ordem muda: Carlos Bolsonaro sobe para 23%, enquanto Carol de Toni e Esperidião Amin ficam com 20% cada, e Boppré aparece com 11%.

O Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores em Santa Catarina entre 12 e 16 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A amostra é composta por 52% de mulheres e 48% de homens, com 47% na faixa dos 35 aos 59 anos e 65% com renda familiar entre dois e cinco salários mínimos.
Pesquisas eleitorais são um retrato do momento em que foram feitas e não projetam resultado. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e um eventual segundo turno ocorreria em 25 de outubro, caso nenhum candidato ao governo some mais da metade dos votos válidos nas urnas.






















