A denúncia do Ministério Público de Santa Catarina detalha que a estudante de biologia Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, foi assassinada por asfixia na madrugada de 7 de agosto, em Sangão (SC), após retornar de uma confraternização estudantil com o namorado, José Gustavo Rabelo.
O crime ocorreu depois que a jovem manifestou a intenção de encerrar o relacionamento de poucos meses, marcado por instabilidades. Laudos periciais apontaram ferimentos e lesões defensivas no pescoço da vítima, indicando que ela tentou resistir ao golpe de mata-leão aplicado pelo suspeito.
Farsa nas redes sociais e ocultação do cadáver
Após o homicídio, o acusado manteve o corpo da jovem escondido em seu próprio quarto por dias. Para encobrir o crime e conter a desconfiança da família, José Gustavo se passou por Joviana entre a madrugada de sexta-feira (7) e segunda-feira (10).
Utilizando inclusive a própria conta do Instagram às 3h da manhã do dia do crime, enviou mensagens à mãe da vítima justificando o sumiço sob o pretexto de ter ficado sem bateria e ter passado mal por conta de bebidas. A farsa foi descoberta quando a mãe da estudante estranhou o tom do texto e o padrão das respostas enviadas.
Desfecho jurídico e pedido de reparação
Apresentada na segunda-feira (24), a peça acusatória formaliza as imputações por feminicídio qualificado e ocultação de cadáver. O Ministério Público solicitou ainda a fixação de uma indenização mínima de R$ 100 mil destinada à família da vítima para reparação dos danos morais e materiais causados.
Com a remessa do documento ao Judiciário, cabe agora ao magistrado responsável analisar os requisitos legais para decidir sobre a abertura formal do processo criminal, condição em que o acusado passará à condição de réu.














