A deputada federal Carol De Toni (PL) assumiu a liderança da disputa pelas duas vagas ao Senado por Santa Catarina e ultrapassou o correligionário Carlos Bolsonaro (PL), segundo a pesquisa Neokemp/OCP News divulgada nesta quarta-feira (26).
No primeiro voto, Carol aparece com 25,5% das intenções, contra 24,2% de Carlos Bolsonaro, diferença de 1,3 ponto percentual. Esperidião Amin (PP) vem em terceiro, com 16%, seguido por Décio Lima (PT), com 14,6%. Antídio Lunelli (MDB) registra 7,2% e Afrânio Boppré (PSOL), 3,5%. Os que não sabem somam 5,4%, e brancos e nulos, 2,6%.
O movimento em relação a julho é o dado mais forte da rodada. Há um mês, Carlos Bolsonaro liderava com folga, marcando 27,7%, enquanto Carol De Toni tinha 21%. Em agosto, ele perdeu 3,5 pontos e ela ganhou 4,5, o que inverteu a ordem entre os dois candidatos do mesmo partido.
Amin dispara no segundo voto
O crescimento mais expressivo, porém, não é o da nova líder. Esperidião Amin saiu de 11,5% em julho para 16% em agosto, alta de 4,5 pontos, e recolocou o nome mais tradicional da política catarinense na briga direta pela segunda vaga. Décio Lima teve variação menor, de 13,8% para 14,6%.
Como cada eleitor catarinense escolhe dois senadores, a pesquisa mede também o segundo voto, e nesse recorte a hierarquia muda. Amin aparece na frente, com 22,8%, seguido de perto por Carol De Toni, com 22,4%, diferença de apenas 0,4 ponto. Carlos Bolsonaro cai para 16,1% e Décio Lima, para 10,1%. Afrânio Boppré soma 8,3% e Antídio Lunelli, 7,3%.
No segundo voto o avanço de Amin é ainda mais claro: o senador tinha 14,2% em julho e chegou a 22,8% em agosto, um salto de 8,6 pontos em um mês. No mesmo período, Carol recuou de 23,7% para 22,4% e Carlos Bolsonaro caiu de 19,9% para 16,1%.
A soma dos dois votos
O recorte que mais se aproxima do resultado das urnas é a soma dos dois votos, já que são duas cadeiras em jogo. Nele, Carol De Toni chega a 47,9%, Carlos Bolsonaro soma 40,3% e Esperidião Amin alcança 38,8%. A distância entre o segundo e o terceiro colocado é de 1,5 ponto percentual, abaixo da margem de erro do levantamento.
Décio Lima aparece com 24,7% na somatória, seguido por Antídio Lunelli, com 14,6%, e Afrânio Boppré, com 11,8%. O relatório do instituto destaca que o total considerado nesse indicador é de 200%, porque reúne as respostas das duas perguntas, e não uma única intenção de voto.
Décio Lima lidera a rejeição
Na rejeição, o petista Décio Lima lidera com 38,2% dos entrevistados afirmando que não votariam nele em hipótese alguma. É também a maior alta do levantamento nesse quesito: em julho, o índice era de 29%, ou seja, 9,2 pontos a menos.
Carlos Bolsonaro tem a segunda maior rejeição ao Senado, com 34%, contra 32,1% no mês anterior. Afrânio Boppré aparece com 14,2% e foi o único a reduzir o índice de forma significativa, já que marcava 22,8% em julho. Antídio Lunelli tem 3,8%, Carol De Toni registra 2,6% e Esperidião Amin, 2%, os dois menores percentuais entre os nomes competitivos.
O contraste ajuda a explicar o quadro. Os dois candidatos mais bem posicionados na soma dos votos, Carol e Amin, são também os que menos afastam eleitores. Carlos Bolsonaro, por outro lado, combina a terceira colocação no primeiro voto com um terço do eleitorado dizendo que não votaria nele de jeito nenhum.
Metodologia
A Neokemp/OCP News entrevistou 1.008 eleitores em 104 cidades catarinenses nos dias 24 e 25 de agosto de 2026. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento para o Senado está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SC-08694_2026.
Na disputa pelo governo, a mesma pesquisa aponta Jorginho Mello (PL) com 51,6% e projeção de vitória no primeiro turno. Com a votação marcada para outubro, a briga pela segunda vaga ao Senado segue indefinida dentro da margem de erro, e novos levantamentos devem ser divulgados nas próximas semanas.






















