Gelson Merísio (PSB), candidato apoiado pelo campo do presidente Lula ao governo de Santa Catarina, é o nome mais rejeitado do estado, enquanto o governador Jorginho Mello (PL) mantém folga para vencer ainda no primeiro turno. Os dados são da pesquisa Neokemp/OCP News divulgada nesta quarta-feira (26).
Na rejeição ao governo, Merísio registra 35,5% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Jorginho Mello aparece em seguida, com 27,9%, e João Rodrigues (PSD) tem 7,6%. Marcelo Brigadeiro (Missão) soma 3,6%, Bruno Pedreiro (PCO) marca 3,4%, Ralf Zimmer (PRD) tem 3,2%, Marcus Sodré (PSTU) fica com 2,7% e Laís Chaud (UP), com 1,1%.
Na intenção de voto, a ordem é outra. Jorginho Mello lidera com 51,6%, seguido por João Rodrigues, com 22,4%, e por Merísio, com 12,3%. Marcelo Brigadeiro tem 1,4% e Ralf Zimmer, 0,8%. Laís Chaud aparece com 0,3% e Bruno Pedreiro, com 0,2%. Marcus Sodré não pontuou. Quem não sabe ou não respondeu soma 8,4%, e brancos e nulos, 2,6%.

A distância entre o primeiro e o segundo colocado é de 29,2 pontos percentuais, quase dez vezes a margem de erro do levantamento, que é de 3,1 pontos. Com esse desempenho, o instituto mantém a projeção de vitória no primeiro turno, cenário que se repete em todas as rodadas da série.
Ainda assim, a liderança perde força devagar. Na primeira pesquisa Neokemp do ciclo, em 4 de maio, Jorginho marcava 54,2%. Em junho, caiu para 52,3%, e agora chega a 51,6%. São 2,6 pontos de queda em quase quatro meses, variação que cabe dentro da margem de erro.
João Rodrigues, ex-prefeito de Chapecó, faz o caminho inverso na mesma série. O candidato do PSD saiu de 18,3% em maio para 20,4% em junho e chegou a 22,4% em agosto, movimento de crescimento constante, ainda que insuficiente para ameaçar a liderança até aqui.

Gestão aprovada por 65,5%
A pesquisa também mediu a avaliação da administração estadual. A maneira como Jorginho Mello governa Santa Catarina é aprovada por 65,5% dos entrevistados, contra 29,2% que desaprovam. Outros 5,4% não souberam responder.
Os recortes mostram onde a aprovação é mais sólida. Entre os homens, o índice chega a 70,9%, e entre as mulheres cai para 60%, diferença de quase 11 pontos. Por faixa etária, o melhor desempenho está entre os eleitores de 35 a 44 anos, com 72,5%, e o pior entre os que têm 60 anos ou mais, com 59,3%.
Na escolaridade, o comportamento foge do padrão. A aprovação alcança 66,7% entre os entrevistados com ensino fundamental, recua para 62,6% no ensino médio e volta a subir para 69,1% entre os de ensino superior, o maior percentual dos três grupos.

Rejeição sobe para os três primeiros
A comparação com julho mostra rejeição em alta para os três nomes mais competitivos. A de Merísio passou de 32,3% para 35,5%, a de Jorginho subiu de 27,1% para 27,9% e a de João Rodrigues foi de 7,4% para 7,6%. Os que rejeitam todos os candidatos somam 5,6%.
O movimento mais expressivo, porém, está em outro indicador. A parcela de eleitores que diz não rejeitar nenhum candidato despencou de 15,4% em julho para 9,5% em agosto, queda de quase seis pontos em um mês. O número mostra um eleitorado que fechou posição a menos de dois meses da votação, com margem cada vez menor para virada.

Carol De Toni assume o Senado e Amin dispara
Na disputa pelas duas vagas ao Senado, a deputada federal Carol De Toni (PL) assumiu a liderança e ultrapassou o correligionário Carlos Bolsonaro (PL). No primeiro voto, ela tem 25,5% e ele, 24,2%, diferença de 1,3 ponto percentual.
Em julho, o quadro era o oposto. Carlos Bolsonaro liderava com 27,7% e Carol aparecia com 21%. Em um mês, ele perdeu 3,5 pontos e ela ganhou 4,5, o que inverteu a ordem entre os dois candidatos do mesmo partido.
Esperidião Amin (PP) aparece em terceiro no primeiro voto, com 16%, depois de marcar 11,5% em julho. Décio Lima (PT) tem 14,6%, Antídio Lunelli (MDB) registra 7,2% e Afrânio Boppré (PSOL), 3,5%.

Como cada eleitor catarinense escolhe dois senadores, a pesquisa mede também o segundo voto, e nesse recorte a hierarquia muda. Amin lidera com 22,8%, seguido de perto por Carol De Toni, com 22,4%, diferença de apenas 0,4 ponto. Carlos Bolsonaro cai para 16,1% e Décio Lima, para 10,1%. Afrânio Boppré soma 8,3% e Antídio Lunelli, 7,3%.
O salto de Amin no segundo voto é o maior de toda a pesquisa: o senador tinha 14,2% em julho e chegou a 22,8% em agosto, avanço de 8,6 pontos em um mês. No mesmo período, Carol recuou de 23,7% para 22,4% e Carlos Bolsonaro caiu de 19,9% para 16,1%.
Na soma dos dois votos, recorte que mais se aproxima do resultado das urnas, Carol De Toni chega a 47,9%, Carlos Bolsonaro soma 40,3% e Esperidião Amin alcança 38,8%. A diferença entre o segundo e o terceiro colocado é de 1,5 ponto, abaixo da margem de erro, o que deixa a segunda vaga em aberto. Décio Lima aparece com 24,7%, Antídio Lunelli com 14,6% e Afrânio Boppré com 11,8%.

O instituto destaca que o total considerado nesse indicador é de 200%, porque reúne as respostas das duas perguntas, e não uma única intenção de voto.
Na rejeição ao Senado, quem lidera é Décio Lima, com 38,2% dos entrevistados dizendo que não votariam nele em hipótese alguma. É a maior alta do levantamento: em julho, o índice era de 29%. Carlos Bolsonaro vem em segundo, com 34%, contra 32,1% no mês anterior. Afrânio Boppré tem 14,2% e foi o único a reduzir o índice de forma significativa, já que marcava 22,8%. Antídio Lunelli registra 3,8%, Carol De Toni tem 2,6% e Esperidião Amin, 2%.
Metodologia
A Neokemp/OCP News entrevistou 1.008 eleitores em 104 cidades catarinenses nos dias 24 e 25 de agosto de 2026. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SC-08694_2026 para os cargos de governador e senador.
Com a votação marcada para outubro, a disputa pelo governo aparece definida no primeiro turno, enquanto a segunda vaga ao Senado segue indefinida dentro da margem de erro. Novos levantamentos devem ser divulgados nas próximas semanas.






















