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Eleições 2026

Às vésperas da eleição, Flávio Dino manda PF investigar “aparente onda de ataques” a imagens religiosas

Ordem do ministro do STF vem depois de ele liberar post sobre Nossa Senhora Aparecida, tema que virou munição contra Flávio Bolsonaro na reta final da campanha

Às vésperas da eleição, Flávio Dino manda PF investigar 'aparente onda de ataques' a imagens religiosas
Foto: Reprodução
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino mandou a Polícia Federal investigar o que chamou de “aparente onda de ataques” a imagens religiosas em vários estados do país. A decisão sai a poucos dias do primeiro turno da eleição, marcado para domingo (4).

Segundo Dino, o gabinete dele passou a receber relatos de todo o Brasil depois de uma decisão tomada no domingo (27) sobre publicações envolvendo Nossa Senhora Aparecida. O ministro listou 11 casos registrados entre março e setembro, com ataques a imagens católicas e a terreiros de religiões de matriz africana em cidades como Cuiabá, Salvador, Maceió, Londrina, Rio Grande, Esmeraldas, Jauru, Santo Amaro e Novo Progresso.

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Entre os crimes apontados estão ultraje a culto religioso, preconceito religioso, injúria com elemento religioso, ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio. Para colocar a PF no caso, Dino citou a repercussão dos fatos em vários estados, a necessidade de uma resposta uniforme e a possível natureza de crimes contra os direitos humanos.

Sede da Polícia Federal, em Brasília. Foto: Agência Senado

A guerra eleitoral em torno da padroeira

A decisão chega no meio da disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em torno de Nossa Senhora Aparecida. Desde a noite de 23 de setembro, perfis de esquerda passaram a espalhar que o senador queria tirar da santa o título de padroeira do Brasil.

A informação é falsa. A proposta citada nas publicações foi apresentada em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli, foi arquivada em 2008 e não tem relação com Flávio Bolsonaro. O senador negou qualquer possibilidade de uma proposta nesse sentido e atribuiu as publicações à “milícia do PT”.

Mesmo assim, o tema foi abraçado pelo lado de Lula. A primeira-dama Janja e o vice-presidente Geraldo Alckmin estão entre os aliados do presidente que compartilharam o conteúdo. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibida no domingo (27), Lula foi questionado pela jornalista Adriana Araújo se a história era fake news e respondeu: “Eu não sei se foi fake news”.

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Dino derrubou decisão de Mendonça

A campanha de Flávio Bolsonaro foi ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o ministro André Mendonça mandou retirar as publicações do ar. No domingo (27), Dino derrubou a decisão e determinou que uma das postagens voltasse a circular, sob o argumento de que ela não citava o candidato pelo nome e de que a liberdade de expressão tem proteção constitucional.

A campanha do PL reagiu dizendo ver com perplexidade que a fiscalização da propaganda eleitoral seja feita por um órgão de fora da Justiça Eleitoral. Dias depois, veio a ordem para a PF investigar os ataques a imagens religiosas.

Fotos da capa: Gustavo Moreno/STF e Agência Senado

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