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“Desmilitarização das polícias”: após caso com candidata do PT, militantes vão às ruas contra atuação da PMSC

Ato reuniu militantes e movimentos de esquerda neste domingo (20), com críticas à Polícia Militar, às escolas cívico-militares e ao governador Jorginho Mello

Manifestantes com faixa Chega de violência e cartazes contra a polícia em ato em Jaraguá do Sul
Foto: Reprodução
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Militantes de esquerda foram às ruas de Jaraguá do Sul neste domingo (20) em uma manifestação que teve entre suas bandeiras críticas à atuação da Polícia Militar e a defesa da desmilitarização das polícias.

Imagens do ato mostram participantes com bandeiras de movimentos e partidos de esquerda. Em um dos registros, uma manifestante segura um cartaz com a frase: “Comunistas pela desmilitarização das polícias! Segurança pública em favor da vida!”. Outro grupo exibia uma faixa com a mensagem “Chega de violência”.

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Segundo informações divulgadas sobre a mobilização, cerca de 40 pessoas participaram do ato. Entre os grupos e entidades citados estavam Movimento de Mulheres Olga Benário, Unidade Popular (UP), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista Brasileiro (PCB), União da Juventude Comunista (UJC), Unidade Classista, Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Sinte e Sinasefe.

Durante os discursos, participantes também fizeram críticas às escolas cívico-militares e ao governador Jorginho Mello. A manifestação ocorreu sem registro de intercorrências, conforme as informações divulgadas sobre o ato.

Caso envolvendo candidata do PT

A mobilização acontece oito dias depois da ocorrência envolvendo Fernanda Klitzke (PT), candidata a segunda suplente na chapa de Décio Lima (PT) ao Senado. Ela foi uma das três pessoas conduzidas após uma abordagem da Polícia Militar em Jaraguá do Sul, na noite de 12 de setembro.

A ocorrência começou após uma reclamação por perturbação do sossego durante uma confraternização que reunia militantes petistas no bairro Água Verde. Segundo a versão apresentada pela Polícia Militar, houve desacato, desobediência e resistência durante a abordagem. A corporação informou ainda que uma policial sofreu lesão e que a atuação dos agentes seria apurada pela Corregedoria. A versão dos participantes diverge da apresentada pela PM.

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Vídeos divulgados após a ocorrência mostram Fernanda sendo imobilizada durante a ação e atingida por disparos de munição de impacto controlado. A candidata afirma que houve excesso policial. A OAB de Jaraguá do Sul informou que acompanha o episódio e defendeu que eventuais excessos sejam investigados, sem antecipação de conclusões sobre os envolvidos.

O caso ganhou repercussão política nacional. O presidente Lula telefonou para Fernanda e manifestou solidariedade à candidata. Já o governador Jorginho Mello defendeu a atuação da Polícia Militar e apresentou uma versão diferente sobre a ocorrência. O TRE-SC informou que acompanha os desdobramentos e aguarda a apuração pelas autoridades responsáveis.

Agora, pouco mais de uma semana depois daquela abordagem, o episódio volta ao centro do debate político em Jaraguá do Sul com a manifestação deste domingo e a defesa, por participantes do ato, da desmilitarização das polícias.

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