Depois da UFSC, em Florianópolis, e da UFPR, em Curitiba, a onda de atos estudantis pró-Lula chegou à Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma. Na noite desta quinta-feira (8), estudantes se reuniram no campus para um ato em apoio a Lula (PT), com discursos ao microfone, aplausos e coro de “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”. Segundo estudantes que não quiseram se identificar, cartazes e adesivos estão espalhados por todo o campus.
A promessa mais forte veio de um jovem com a camiseta da União da Juventude Socialista (UJS): “Bolsonaro não vai se eleger, porque os estudantes vão colocar um novo patamar”. Ele completou que “os estudantes da Unesc vão ajudar a eleger Luiz Inácio Lula da Silva”. No mesmo discurso, porém, fez um chamado para “construir firme a campanha do Lula, porque ainda não tá ganha essa eleição”.
Os vídeos do ato circularam nas redes sociais ao longo da noite, publicados por participantes.
Do “umbigo” à saúde mental do país
Uma das estudantes disse que a missão do grupo é convencer o eleitor do outro lado. O objetivo, segundo ela, é fazer com que essas pessoas “consigam ver além do umbigo delas e verem que tem muita coisa que tá em jogo”.

Em outra fala, o alvo foi a pauta econômica e a universidade. “Nós temos um candidato a presidente que quer fazer com que a ciência perca a autonomia, que a universidade trabalhe para empresas privadas”, disse uma participante, que em seguida emendou: “O que que o Bolsonaro fala sobre a saúde? O que que o Bolsonaro fala sobre a educação? O que que o Bolsonaro fala pras famílias? Porque ele quer tirar a aposentadoria dos aposentados”.
A mesma fala terminou com um aviso de agenda: “Dia 18, num domingo, os psicólogos de Criciúma vão se reunir pra discutir a saúde mental do país”. A plateia respondeu com um “aê!”.
“Organização política”
Os oradores também convocaram os colegas para novas mobilizações na cidade. “Isso só se faz com movimentação, com manifestação, com organização política”, disse outra participante. “O futuro é continuar a movimentação, é se organizar, independentemente se seja em coletivo, se seja em partido”, reforçou outra fala.
Uma das falas fechou em tom de homenagem: “Nós somos o hoje, o futuro, e a gente vai honrar o que ontem fizeram por nós”.
A onda nas universidades
Em Florianópolis, um vídeo mostrou a distribuição de adesivos da campanha de Lula a dezenas de estudantes dentro da UFSC. Em Curitiba, num ato contra Flávio Bolsonaro na UFPR, um jovem pediu “sangue no olho” e citou até o sequestro de um embaixador na ditadura. Em Criciúma, o repertório ficou entre o “olê, olê” e a promessa de virar votos.
Quem enfrenta Lula no segundo turno, em 25 de outubro, é Flávio Bolsonaro (PL). No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, segundo o TSE.
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