Luís Soares é apontado como o maior doador de sangue de Santa Catarina e acaba de fazer mais uma. “Eu já doei 265 vezes e eu estou aqui para fazer a doação de número 266”, disse ao Jornal Razão, dentro do Hemosc.
A conta começou em 1986, ainda na Escola de Especialistas de Aeronáutica, em Guaratinguetá (SP). “Ali foi a primeira doação, aquela que a maioria dos militares começa a doar”, lembra. O objetivo, segundo ele, era incentivar outros militares a entrar no mesmo caminho.
De Guaratinguetá, foi transferido para Manaus, onde doou durante oito anos no Hemoam, o hemocentro do Amazonas. Chegou a Santa Catarina em 1996 e continuou doando. Foi aqui que conheceu a doação de plaquetas por aférese, procedimento mais específico, com protocolo diferente do sangue total, que ele mantém uma vez por mês até hoje.

“A gente fala que é um dever cumprido. Eu, como militar, posso falar muito bem disso”, afirma. Quando um mês passa sem a doação, por saúde, viagem ou trabalho, diz que a falta é física: “A gente sente falta e acaba que está faltando alguma coisa naquele mês.”
De acordo com a diretora do Hemosc, Patrícia Carsten, as doações seguem ocorrendo normalmente, mas o estoque depende de tipos específicos. “Precisamos mais dos doadores da tipagem A, positivo e negativo, e O, positivo e negativo, para toda Santa Catarina”, afirmou. Ela reforça que o sangue não tem substituto: não dá para fabricar nem comprar, e a única fonte é quem está saudável para quem está precisando.

O inverno é o período mais delicado. “Justamente nessa época que está frio, está chovendo, existem N motivos que nos fazem não vir ao Hemosc”, diz Luís, que aproveita para fazer o convite: “Não deixem de comparecer ao Hemosc, porque o Hemosc precisa da doação de todos vocês e muito mais.”

Ele lembra de quem está internado, principalmente as crianças que não podem nem sair para saber se lá fora está sol ou chuva. “A gente tem que pensar no próximo, tem que fazer aquela famosa doação altruísta, ou seja, doar sem precisar de algum motivo. A parte de solidariedade, de amor ao próximo, isso aí é fundamental.”















