Manoel Henrique Rosa Filho, de 46 anos, conhecido em Tijucas como Maninho, morreu atropelado na BR-101 na manhã desta quinta-feira, 3 de setembro, e o motorista que o atingiu fugiu sem prestar socorro. O condutor não havia sido localizado até a última atualização da ocorrência, e o veículo envolvido segue sem identificação.
A vítima era natural de Tijucas e morava no bairro Sul do Rio, onde vivia com a companheira. A identificação foi confirmada por familiares ainda durante a manhã, poucas horas depois do atropelamento. Segundo os parentes, Manoel deixa dois filhos e três netos.
Atropelamento às 5h30 no km 163
O atropelamento aconteceu por volta das 5h30, no km 163 da BR-101, no sentido Sul da rodovia. A Arteris Litoral Sul, concessionária responsável pelo trecho, informou que foi acionada às 5h53 e registrou a ocorrência no km 163,2. Equipes foram encaminhadas ao local e atuaram no atendimento.
Manoel não resistiu aos ferimentos e morreu ainda na pista, antes que qualquer socorro pudesse ser prestado. O corpo permaneceu no trecho durante o trabalho das equipes, e a rodovia só foi liberada depois do atendimento.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o veículo que atingiu o pedestre não foi identificado. O motorista deixou o local logo após o impacto e não voltou. Não há, até o momento, informação divulgada sobre o tipo de veículo, a placa ou a direção que ele tomou depois da fuga.
O caso foi registrado como sinistro com óbito e está sendo investigado pelas autoridades. A dinâmica do atropelamento, incluindo em que ponto da pista Manoel estava quando foi atingido, ainda não foi esclarecida e deverá ser apurada ao longo da investigação.
O horário do atropelamento ajuda a explicar parte do cenário. Às 5h30, o trecho da BR-101 em Tijucas ainda está no escuro, com iluminação limitada e movimento pesado de caminhões que cruzam a região no início da madrugada, quando a rodovia funciona como corredor de carga entre o Litoral Norte e a Grande Florianópolis.
Depois da ocorrência, houve interdição parcial da pista no sentido Sul. O trânsito ficou restrito no trecho durante o atendimento, com registro de lentidão e possibilidade de formação de filas na altura de Tijucas, em um dos horários de maior fluxo de quem se desloca para trabalhar na região.
A nota de falecimento foi divulgada pela SC Funerária de Tijucas na tarde desta quinta-feira. O corpo é velado a partir das 16h30, na Capela da SC Funerária, e o sepultamento acontece nesta sexta-feira (4), às 9h, no Cemitério Municipal de Tijucas.
O que diz a lei sobre fugir sem prestar socorro
Fugir do local depois de atropelar alguém não é apenas uma agravante moral. O Código de Trânsito Brasileiro prevê que o homicídio culposo na direção de veículo automotor tem pena de detenção de dois a cinco anos, além da suspensão do direito de dirigir, e que essa pena é aumentada de um terço à metade quando o condutor deixa de prestar socorro à vítima. Se o motorista for identificado, a fuga entra no processo como circunstância que pesa contra ele.
O trecho da BR-101 que corta Tijucas e a região do Vale do Rio Tijucas tem histórico de atropelamentos com morte. Em agosto de 2025, um homem morreu ao ser atingido por veículos no trecho entre Tijucas e Porto Belo. Em junho de 2026, outro morador da cidade morreu atropelado, caso que mobilizou a comunidade da Nova Descoberta. Casos de fuga sem prestar socorro também já foram registrados em vias urbanas do município, envolvendo ciclista e entregador.
A investigação segue em andamento e depende agora do trabalho de identificação do veículo, que costuma envolver a checagem de câmeras de monitoramento da rodovia e de estabelecimentos às margens da pista, além de eventuais registros de pedágio e de fragmentos deixados no local do impacto. Até o fechamento desta matéria, nenhum suspeito havia sido localizado.















