A jogada rápida do GAECO para pegar o acervo de abuso infantil na internet antes do “deletar” em cidade de SC
Força-tarefa cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do investigado, para recolher mídias e evitar a destruição de provas de material ilícito mantido em segredo, em Concórdia. Fotos: MPSC
Por Equipe Jornal Razão·19 ago 2026·4 min de leitura·Atualizado há 1 h
Foto: Reprodução
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A internet até pode parecer uma terra sem lei para quem se esconde atrás de telas e senhas, mas a conta uma hora chega e o download, desta vez, foi de justiça. Na manhã desta quarta-feira (19), a tranquilidade do município de Concórdia, no Oeste catarinense, foi cortada pela chegada do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).
Em apoio direto à 5ª Promotoria de Justiça da comarca, a força-tarefa do CyberGAECO deflagrou a Operação “Dark Archive”, mirando o armazenamento clandestino de material de abuso sexual infantil mantido em ambiente virtual.
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Com a ordem judicial expedida pela Vara Regional de Garantias de Concórdia na mão, as equipes cumpriram um mandado de busca e apreensão no endereço do investigado. O objetivo foi cirúrgico: desconectar o suspeito de sua rotina e interceptar os dispositivos antes que qualquer arquivo pudesse ser deletado. A ação resultou na apreensão de computadores, mídias de armazenamento e equipamentos eletrônicos que agora passam por um rigoroso processo de varredura e perícia técnica.
Sem espaço na memória para impunidade
O nome da operação, Dark Archive, não foi escolhido por acaso. A expressão faz referência direta ao costume de criminosos virtuais criarem “arquivos mortos” ou coleções ocultas em pastas criptografadas e plataformas privadas, longe dos olhos do público e das autoridades. No entanto, o CyberGAECO provou que não há “pasta oculta” que permaneça invisível por muito tempo quando a tecnologia de investigação entra em cena.
O caso segue sob estrito sigilo judicial para garantir que o aprofundamento das investigações não seja prejudicado. Conforme os laudos periciais forem concluídos e os autos ganharem publicidade, novos desdobramentos e acusações formais devem surgir.
A investida reforça o compromisso contínuo do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), reforçado pela união de forças da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros e Receita Estadual, em rastrear rastros digitais, desmantelar redes de compartilhamento e garantir que o ambiente virtual não seja um porto seguro para quem viola a integridade de crianças e adolescentes.