BOPE monitora ameaças após morte de disciplina de facção na Grande Florianópolis
Mensagens publicadas nas redes sociais após a operação do BOPE na comunidade Dona Wanda, em São José, passaram a ser monitoradas pelas forças de segurança de Santa Catarina. As postagens surgiram horas depois da morte de um homem apontado como disciplina do PGC e trazem frases com tom de revolta, luto e ameaça, atribuídas a … Ler mais
Por Equipe Jornal Razão·5 jan 2026·4 min de leitura·Atualizado há 7 meses
Foto: Reprodução
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Mensagens publicadas nas redes sociais após a operação do BOPE na comunidade Dona Wanda, em São José, passaram a ser monitoradas pelas forças de segurança de Santa Catarina. As postagens surgiram horas depois da morte de um homem apontado como disciplina do PGC e trazem frases com tom de revolta, luto e ameaça, atribuídas a pessoas ligadas ao criminoso neutralizado.
Em uma das publicações, a frase “esses verme vão pagar” aparece associada à morte do homem conhecido como “Califa”, abatido durante confronto com policiais do CATE/BOPE. Em outros registros, amigos e conhecidos lamentam a morte e prometem vingança, reforçando a tensão após a operação que desarticulou um ponto de tráfico na região, prendeu um criminoso e neutralizou o ‘chefe da boca’.
As imagens mostram o suspeito em momentos de intimidade, deitado em uma cama, fazendo gestos com as mãos e em chamadas de vídeo. Em textos sobrepostos às imagens, frases como “meu eterno Khalifa”, “vai em paz, meu preto” e “não consigo acreditar que esses verme tirou você de mim” evidenciam o vínculo entre o homem morto e integrantes do mesmo círculo criminoso.
Segundo apurado pelo Jornal Razão, o conteúdo passou a ser acompanhado de perto pela inteligência da Polícia Militar, que intensificou o monitoramento para evitar possíveis ações de represália contra agentes de segurança ou novos confrontos em áreas dominadas por facções na Grande Florianópolis.
O homem morto na operação exercia a função de disciplina do PGC, responsável por impor regras, aplicar punições e manter o controle interno do grupo criminoso na comunidade Dona Wanda. A atuação dele era considerada estratégica para a facção, o que explica a reação imediata nas redes após a morte.
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A Polícia Militar reforçou que qualquer ameaça ou incitação à violência será investigada e que operações seguem em andamento para conter reações e garantir a segurança da população e dos próprios policiais envolvidos na ocorrência.
A corporação também destacou que ações contra o crime organizado continuam sendo prioridade, especialmente em regiões onde facções tentam manter domínio territorial por meio da intimidação e da violência.