O rosto que apareceu na live interrompida na Praia Central já era conhecido de quem trabalha nas ruas de Balneário Camboriú. Poucas horas depois de o criador de conteúdo ser atacado durante uma transmissão ao vivo, a Guarda Municipal cruzou as imagens, chegou ao nome pelo qual o homem é chamado na região e saiu atrás dele. O cerco terminou na divisa entre a Praia dos Amores e a Praia Brava, com o agressor localizado e levado para a delegacia da Polícia Civil.
A identificação foi o passo que destravou o resto. Com as características do agressor confirmadas, a Guarda Municipal de Balneário Camboriú começou as buscas pela região e passou a acompanhar o deslocamento do homem, que circulava entre os bairros do extremo norte da cidade, área de fluxo intenso de moradores e turistas mesmo fora da temporada.
O rastreio não parou no limite do município. As equipes da Guarda Municipal de Balneário Camboriú trocaram informações com a Guarda Municipal de Itajaí, e foi esse trabalho conjunto que fechou o cerco: o agressor foi encontrado justamente na faixa que separa as duas cidades, entre a Praia dos Amores e a Praia Brava, e não teve para onde correr.
Cerco na divisa
Preso pelas equipes, o homem foi conduzido à delegacia da Polícia Civil, onde a ocorrência foi registrada. A prisão saiu no mesmo dia do ataque, sem que o caso precisasse esperar por dias de investigação, e o intervalo curto entre a agressão e a captura é o ponto que as duas corporações destacam na ação.
Conhecido como “Cachorrão”, o homem carrega o apelido desde o episódio em que mordeu um repórter, e já é apontado como autor de ataques a criadores de conteúdo que gravam na orla de Balneário Camboriú. O histórico ajudou as equipes a chegarem rápido a ele: ao ver as imagens da agressão, os guardas já sabiam de quem se tratava.
Entenda o caso
A agressão que levou à prisão aconteceu na manhã de domingo (16), na Praia Central de Balneário Camboriú. Um criador de conteúdo de turismo, com mais de 200 mil inscritos no canal, estava transmitindo ao vivo quando foi abordado com a pergunta “Tá me filmando?”. Segundos depois, quem acompanhava a live parou de ver a imagem e passou a ouvir gritos, correria e o som de equipamento sendo destruído. Relembre o caso da agressão ao vivo na Praia Central.
Durante o ataque, o celular e os equipamentos usados na transmissão foram quebrados. O aparelho que servia como ferramenta de trabalho acabou virando o próprio registro da agressão, gravada em tempo real diante da audiência. O criador de conteúdo procurou a delegacia no mesmo dia para registrar o boletim de ocorrência, e até então não havia informação sobre a identificação do autor.
O que vem agora
Com o homem já na delegacia, o caso passa às mãos da Polícia Civil, que segue com a apuração do episódio e dos demais ataques atribuídos a ele. A Guarda Municipal de Balneário Camboriú e a de Itajaí seguem com o patrulhamento na divisa entre as duas cidades, trecho que concentra grande circulação de pedestres na orla.
A Praia Central e a Praia Brava são dois dos cenários mais gravados de Santa Catarina, com fluxo constante de criadores de conteúdo que trabalham sozinhos, com o equipamento sempre exposto e a interação com desconhecidos como parte do formato. É esse tipo de trabalho, feito a céu aberto e ao vivo, que ficou no meio do caminho de um agressor que já era conhecido nas ruas da cidade.
































