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Caneta emagrecedora apreendida em SC tinha diluição com solvente e rótulo dos “EUA” impresso em casa

Investigação revelou que dupla misturava tirzepatida com solventes, falsificava rótulos em inglês e vendia substâncias proibidas no Brasil; dinheiro e estoque foram apreendidos. Fotos: PCSC

Caneta emagrecedora apreendida em SC tinha diluição com solvente e rótulo dos “EUA” impresso em casa
Foto: Reprodução
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Uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Navegantes e a DRACO de Erechim desmantelou uma perigosa engrenagem de falsificação de medicamentos em Santa Catarina. A ação culminou na prisão em flagrante de um casal, ele de 45 e ela de 34 anos, enquadrado no artigo do Código Penal que pune a adulteração de produtos terapêuticos e medicinais, um crime gravíssimo contra a saúde pública que prevê pena de até 15 anos de reclusão.

Durante o cumprimento das buscas na residência e na sala comercial dos suspeitos, os policiais encontraram um verdadeiro laboratório clandestino. Além de R$ 27.100,00 em dinheiro vivo, as equipes apreenderam um verdadeiro arsenal de substâncias controladas e proibidas.

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Entre as substâncias: tirzepatida, retatrutida, potentes anabolizantes como oxandrolona, testosterona, primobolan e trembolona, anfetaminas, essências de cigarro eletrônico com THC e agonistas do GLP-1, insumo central na fabricação artesanal de canetas emagrecedoras. Equipamentos e recipientes usados no envase e na misturação do material também foram recolhidos.

O modus operandi revelou um esquema de fraude refinado para enganar os compradores. Além de comercializar a retatrutida, molécula que sequer possui venda autorizada no Brasil, a dupla diluía tirzepatida em solvente e a vendia como se fosse a própria retatrutida.

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Para selar a farsa com cara de produto de luxo, o casal imprimia os próprios rótulos na sala comercial: estampavam a bandeira dos Estados Unidos e descrições em inglês para simular uma importação de ponta. A investigação, no entanto, rastreou a rota real do crime, descobrindo que a matéria-prima era fabricada na China e contrabandeada para o Brasil via Paraguai.

Pela dimensão do estoque e pela diversidade de substâncias de origem duvidosa, a Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia técnica no local e catalogar as apreensões. Com a lavratura do auto de prisão em flagrante concluída, o casal foi transferido ao Presídio de Itajaí, onde permanece trancado e à disposição do Poder Judiciário.

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