O homem encontrado morto na manhã desta quinta-feira (27) às margens da BR-101, em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, foi identificado como José Dário Siqueira Junior, de 36 anos, natural de São Bento do Sul, no Norte do estado, e conhecido como “Pequeno”. Ele vivia em situação de rua e acumulava mais de 64 passagens pela polícia. O corpo estava de bruços, coberto de sangue, com uma pedra de grandes dimensões ao lado da cabeça.
O histórico de José Dário inclui registros por furto, dano, resistência, desacato e tráfico de drogas. Em 2020, ele já tinha sido vítima de uma tentativa de homicídio em São José, na Grande Florianópolis. Seis anos depois, acabou morto a poucos metros de uma das rodovias mais movimentadas do estado.
O corpo foi localizado na marginal oeste da BR-101, no bairro Tabuleiro dos Oliveiras, no trecho entre o Supermercado Komprão e o Posto Ipiranga, junto a uma encosta de mata fechada. Quem passou pelo local viu o homem caído de rosto para baixo, com sangue na cabeça, e chamou a polícia.
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Três viaturas da Guarda Municipal de Itapema chegaram primeiro e isolaram a área. Os guardas acionaram a Polícia Civil e a Polícia Científica antes mesmo da chegada da Polícia Militar, que tinha sido enviada para averiguar um possível encontro de cadáver. Diante da cena, a ocorrência passou a ser tratada como homicídio doloso consumado.
A pedra ao lado da cabeça deu corpo à versão que já circulava pela manhã entre quem acompanhou a movimentação policial: a de que ele teria sido morto a pedradas. Durante a movimentação do corpo para os procedimentos periciais, os agentes constataram lesões também no rosto. A hipótese de atropelamento tinha sido praticamente descartada logo na primeira análise do local, porque entre a pista e o ponto onde o corpo estava há uma canaleta larga de drenagem, e um pedestre atingido por um veículo não pararia ali.
A Polícia Científica fez a perícia no local e recolheu o corpo, que passa por necropsia para definir a causa da morte e a natureza dos ferimentos. Um agente da Polícia Civil acompanhou o trabalho, e a investigação da autoria e da motivação fica a cargo da Polícia Civil de Itapema.
Policiais militares percorreram as imediações em busca de câmeras de segurança que possam ter registrado a chegada de José Dário ao local ou a ação de quem o matou. Do outro lado da marginal há prédios residenciais e comércios, e o trecho tem movimento intenso de veículos durante todo o dia.
Junto ao corpo havia uma mala com os pertences dele, objetos simples e de pouco valor. Até a publicação desta reportagem, não havia informação sobre suspeitos nem sobre o que aconteceu nas horas anteriores à morte.
É o segundo corpo encontrado em área de mata em Itapema em menos de 24 horas. Na tarde de quarta-feira (26), equipes localizaram o corpo do estudante de Direito Brendon Lucas, de 23 anos, natural de Dourados, no Mato Grosso do Sul, em uma cova aberta no morro do Alto São Bento, cinco dias depois do desaparecimento dele. A linha apontada por quem acompanhou as buscas é a de que o jovem teria subido o morro para comprar droga e teria sido morto após um desacerto. Não há, por enquanto, qualquer indicação de ligação entre os dois casos.
A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte de José Dário e busca reconstituir as últimas horas dele. O Jornal Razão acompanha o caso e atualiza a reportagem conforme a apuração avançar.














