Crianças brigam por ciúmes de namorado, pai defende a filha e acaba morto a tiros, em Itapema
O conflito começou quando uma menina de 11 anos foi agredida em sua casa por uma adolescente motivada por ciúmes de um namorado
Por Equipe Jornal Razão·4 dez 2023·4 min de leitura·Atualizado há 2 anos
Foto: Reprodução
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A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu manter a condenação de dois réus envolvidos em um homicídio qualificado ocorrido em julho de 2020, em Itapema. As penas somadas ultrapassaram 29 anos de prisão, a serem cumpridas em regime inicialmente fechado. O crime teve origem em um desentendimento por ciúmes entre crianças.
O conflito começou quando uma menina de 11 anos foi agredida em sua casa por uma adolescente motivada por ciúmes de um namorado. O pai da vítima interveio, empurrando a agressora ao chão. Em retaliação, a agressora contactou quatro familiares, incluindo o irmão e o primo que foram posteriormente condenados, que se dirigiram à residência da família com armas de fogo.
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Durante o ataque, disparos foram efetuados pelos agressores, inclusive na direção do quarto onde estavam as crianças da família. O pai da vítima, tentando proteger sua família, foi fatalmente atingido.
Após o crime, todos os envolvidos negaram a autoria delitiva. Do grupo, dois foram absolvidos pelo Conselho de Sentença, enquanto os outros dois, um irmão e um primo, foram condenados respectivamente a 12 anos e 17 anos e seis meses de reclusão. Eles recorreram ao Tribunal de Justiça de SC pedindo anulação do júri, mas o pedido foi negado em 1º de dezembro, com a justificativa de que a decisão dos jurados estava alinhada às provas dos autos. A decisão foi unânime, conforme a Apelação Criminal Nº 5004804-95.2020.8.24.0125/SC.