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Criminosos que executaram “decretado” do PGC com 30 tiros em Itapema são alvo de operação

PMSC e PCSC cumpriram mandados em nove endereços de Itapema, Florianópolis e São José contra os seis apontados como autores e organizadores da morte de Roberto Radzikowski Júnior, executado com cerca de 30 tiros no Alto São Bento em julho.

Criminosos que executaram “decretado” do PGC com 30 tiros em Itapema são alvo de operação
Foto: Reprodução
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A Polícia Militar e a Polícia Civil deflagraram em ação conjunta, na manhã desta quarta-feira (26), a Operação Alba Rubra, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em nove endereços de Itapema, Florianópolis e São José. Os alvos são as residências dos seis homens apontados como autores e organizadores da execução de Roberto Radzikowski Júnior, de 38 anos, conhecido no meio criminal como “Maninho”, morto a tiros na frente da própria casa, na Rua 850, no bairro Alto São Bento, em 5 de julho.

A operação foi conduzida em conjunto pela PMSC e pela PCSC, com equipes de Itapema e de Florianópolis, e teve os mandados cumpridos a partir da Delegacia de Polícia da Comarca de Itapema, vinculada à 29ª Delegacia Regional de Polícia de Balneário Camboriú. Dos seis investigados, dois foram presos. Os outros quatro seguem foragidos, e as buscas continuam.

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Os dois presos

Wesley Victor Vargas dos Santos, de 21 anos, natural de Itapema, foi preso na própria cidade. Ele é apontado como líder do grupo criminoso que executou a vítima e também como uma das lideranças de uma facção que atua no município. Segundo apurou o Jornal Razão, Vargas dos Santos ocuparia a função de “disciplina” do PGC em Itapema e teria sido o responsável por organizar o terreno para o grupo que veio da Grande Florianópolis, dando suporte para que os atiradores chegassem, agissem e fugissem.

O segundo preso é Allan da Rosa Garcia da Silveira, de 25 anos, natural de Florianópolis. Ele foi capturado no Morro do Horácio, na Capital, onde integraria o braço armado da mesma facção, conforme apurou a reportagem.

Fotos dos dois suspeitos presos na Operação Alba Rubra, em Itapema
Wesley Victor Vargas dos Santos, à esquerda, e Allan da Rosa Garcia da Silveira foram presos nesta quarta-feira (26)

Os quatro foragidos

Continuam sendo procurados João Vítor Dias Schmitt, de 21 anos, natural de São José; João Alexandre de Oliveira Luz, de 23 anos, natural de Florianópolis; Elivelton Andino de Paula, de 27 anos, natural de Camboriú; e Pablo Sebastian Pereira Maestri, de 38 anos, natural de Florianópolis. Um deles teria deixado Santa Catarina e estaria escondido no Rio de Janeiro, informação que segue em apuração pelas forças de segurança.

Fotos dos quatro suspeitos foragidos da Operação Alba Rubra, em Itapema
Da esquerda para a direita: Elivelton Andino de Paula, João Alexandre de Oliveira Luz, João Vítor Dias Schmitt e Pablo Sebastian Pereira Maestri seguem foragidos

Trinta tiros em plena luz do dia

De acordo com o trabalho conjunto da PMSC e da PCSC, a investigação identificou que três dos envolvidos usaram um Ford Ka vermelho, pararam em frente à casa da vítima e dispararam aproximadamente 30 vezes contra ela, em plena luz do dia, num domingo de manhã. Os outros três foram identificados posteriormente como participantes e organizadores do crime, sem estarem no local no momento dos disparos.

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Além das prisões, as equipes apreenderam smartphones e as roupas usadas pelo grupo durante a execução. O material vai passar por perícia e deve reforçar o conjunto de provas contra os seis, incluindo a identificação de quem estava com cada peça de vestuário nas imagens de câmeras de segurança.

O domingo do crime

A execução aconteceu na manhã de 5 de julho, numa rua de calçamento novo e casas geminadas do Alto São Bento. Moradores que conversavam na calçada viram um carro parar perto de Radzikowski Júnior e ouviram uma sequência de disparos que durou poucos segundos. A vítima morreu no local, antes de qualquer socorro. As primeiras contagens indicavam mais de 20 tiros, número que a investigação agora eleva para cerca de 30. Relembre o caso.

As câmeras que o próprio Radzikowski Júnior havia instalado na casa poucos dias antes registraram a dinâmica completa: os primeiros disparos partindo de dentro do veículo, o cerco à vítima já caída e a fuga. As imagens foram obtidas com exclusividade pelo Jornal Razão e mostram o modo de operação do grupo do início ao fim.

Ainda naquele domingo, a Polícia Militar localizou o Ford Ka usado no ataque abandonado nas proximidades, com registro de roubo e placa adulterada. Com apoio da Agência de Inteligência, a corporação identificou que o grupo trocou de carro e seguiu em um Ford Fiesta em direção à Grande Florianópolis. A rota apontada em julho é a mesma região onde a operação desta quarta cumpriu parte dos mandados, em Florianópolis e São José.

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Quem era a vítima

Natural de Balneário Camboriú, Roberto Radzikowski Júnior carregava uma extensa ficha criminal, com passagens e investigações por tráfico de drogas, porte ilegal de arma, roubo, desacato, resistência e homicídio. A prisão mais recente havia ocorrido em julho de 2025, numa ação que apurou tráfico, uso de documento falso e associação criminosa. Ele chegou a entrar no sistema prisional, teve a preventiva revogada e voltou a responder em liberdade. O episódio mais grave o ligava a um homicídio em Balneário Camboriú, em novembro de 2014, quando foi indiciado pela participação na morte de um homem alvejado por nove disparos em frente a um bar na Terceira Avenida. Veja o perfil completo.

No dia da execução, enquanto trabalhava na cena do crime, a Polícia Militar encontrou dentro da casa dele uma espingarda calibre 12, uma pistola e munições, material que foi entregue à Polícia Civil.

O que vem agora

A Polícia Militar e a Polícia Civil informaram que as investigações e as buscas prosseguem para localizar os quatro suspeitos que ainda não foram presos. Os dois detidos nesta quarta ficam à disposição da Justiça, e os aparelhos celulares apreendidos devem indicar a cadeia de comando do ataque e a motivação, ponto que a investigação ainda não tornou público.

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