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Eleições 2026

“Sou bolsonarista, podem me taxar do que quiserem”, diz Letícia Mattos ao JR

Candidata a deputada estadual pelo PL, a cirurgiã-dentista Letícia Mattos, ex-secretária adjunta da Saúde e ex-integrante da Casa Civil de Jorginho Mello, defendeu no estúdio do Jornal Razão o porte de arma como medida protetiva contra o feminicídio e afirmou que Carlos Moisés "se queimou no Estado" ao romper com Bolsonaro.

“Sou bolsonarista, podem me taxar do que quiserem”, diz Letícia Mattos ao JR
Foto: Reprodução
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Candidata a deputada estadual pelo PL, a cirurgiã-dentista Letícia Mattos, de 45 anos, esteve no estúdio do Jornal Razão para uma entrevista de quase uma hora com Kaiann Barentin. Ex-secretária adjunta da Saúde e ex-integrante da Casa Civil do governo Jorginho Mello, ela reivindicou sem rodeios o rótulo de bolsonarista, disse que leva “22 de cima abaixo” no material de campanha, afirmou que Carlos Moisés “renegou o presidente” e por isso “se queimou no Estado”, e defendeu que a medida protetiva mais eficaz contra o feminicídio seria dar à mulher ameaçada a posse de uma arma — tese confrontada pelo entrevistador, que perguntou se o país não caminharia para “uma chacina muito grande”.

Quem é a candidata: dentista, atiradora e sem padrinho político

Letícia Mattos se apresentou ao eleitor que ainda não a conhece com uma definição em três palavras. “Letícia Matos é uma mulher conservadora, uma mulher de direita, é uma cristã”, disse. Tem 45 anos, é cirurgiã-dentista há 21, formada em 2005, com consultório próprio em Antônio Carlos, onde mora. É filha caçula de quatro irmãos — dois deles médicos, assim como era o pai, morto no ano passado. A mãe mora hoje com ela na cidade.

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A candidata tem três especialidades — ortodontia, odontologia do trabalho e odontologia legal — e diz manter no consultório a rotina de clínica geral: “eu sou aquela dentista que faz restauração, limpeza, tratamento de canal”. Também é atiradora esportiva e disputa campeonatos de tiro prático, tema que atravessou boa parte da conversa.

Assista à entrevista completa

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Esta não é a estreia dela na urna. Em 2020 foi candidata a vice-prefeita de Florianópolis e, em 2022, disputou a Assembleia Legislativa pela primeira vez. Segundo ela, aquela campanha foi feita no improviso: “me lancei sem ter padrinhos políticos, sem ter ninguém na família político, tudo experiência pessoal que eu trouxe para aquela campanha”. A pauta do armamento e o tempo de televisão, afirma, foram os dois instrumentos que a apresentaram ao eleitorado.

11.068 votos em 140 municípios e a meta de triplicar

Barentin lembrou o resultado de 2022 — 11.068 votos, votação boa, mas insuficiente para a cadeira — e perguntou o que mudou na candidata em quatro anos. Letícia respondeu com a distribuição geográfica daquele desempenho: “fiz 11.068 votos em 140 municípios. Eu tenho voto em quase metade do Estado”. E acrescentou que fez isso sem impulsionamento pago de internet, tudo orgânico, com pouco recurso e sem experiência. “O meu voto saiu um custo muito baixo, pelo número de votos e pelo pouco investimento”, avaliou.

O entrevistador ponderou que a concentração de votos foi natural na Grande Florianópolis — cerca de mil só em Antônio Carlos — e cobrou como ela pretende estadualizar o nome e chegar ao Planalto Norte, ao Oeste e ao Meio-Oeste num calendário de campanha enxuto e com regras mudando durante o jogo, entre novas resoluções do TSE e alterações de plataformas como a Meta. A candidata disse que já tem voto em Blumenau, no Vale do Itajaí, no Oeste, no Sul e no Norte, e cravou o objetivo: “agora a minha ideia é triplicar esses votos”. Ela citou uma previsão de que o PL possa fazer 14 deputados estaduais e disse que quer ocupar uma dessas vagas.

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A estratégia declarada é a caminhada município a município. “Eu sou municipalista, aprendi com o governador Jorginho Mello a ser municipalista”, disse, defendendo o corpo a corpo, “voto a voto, olho no olho”. Ao mesmo tempo, reclamou das restrições ao alcance nas redes: segundo ela, há “censura nas redes sociais” em período eleitoral e o candidato fica impedido de levar o próprio nome ao eleitor. “Eu realmente não compreendo por que essa censura toda, num momento tão importante do país, que são as eleições”, afirmou — ressalvando que não sabe precisar se a limitação vem da regra do TRE, do TSE ou da própria plataforma.

“Se for outro partido, nem saio candidata”: a defesa do PL e do combo inteiro

Questionada sobre por que permanecer num PL que deve ter uma das maiores bancadas estaduais — e, portanto, a disputa interna mais dura —, quando poderia ir para outra legenda da base, Letícia devolveu com a filiação declarada. “Eu sou bolsonarista”, disse, antes mesmo de o entrevistador observar que há quem evite o termo. “Podem me taxar do que quiserem, mas eu o levo como uma liderança importante”, completou, atribuindo a Jair Bolsonaro (PL) o resgate do patriotismo e a mobilização das ruas.

Ela contou que se filiou ao PL em 2022 a convite do então senador Jorginho Mello e do filho dele, Bruno Mello, também cirurgião-dentista, e assumiu a presidência do partido em Antônio Carlos, onde diz ter feito filiações e crescido a sigla. O vínculo, na versão dela, é com o ex-presidente antes de ser com o partido: “Se for outro partido, nem me convida aqui, nem saio candidata, eu preciso estar onde o presidente está”.

Barentin foi direto ao custo político disso e perguntou se ela não sente timidez eleitoral em defender “todo o combo Bolsonaro”, citando o caso do vereador do Rio de Janeiro que veio disputar o Senado por Santa Catarina e a candidatura de Carlos Moisés (União) — pontos que, segundo o entrevistador, estão pautando o debate no Estado. A resposta foi negativa e enfática: “jamais, ao contrário, muito me honra ter os filhos do presidente saindo candidatos pelo nosso Estado”, disse, argumentando que a família inteira paga o preço quando alguém entra na política.

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“22 de cima abaixo”: o risco de perder voto para não abrir mão do time

A candidata confirmou que seu material de campanha traz a chapa majoritária completa — Flávio, Jorginho, Carol e Carlos, na enumeração que fez — e admitiu que existe uma orientação da coordenação nesse sentido, embora afirme que a escolha foi dela. “É 22 de cima abaixo, igual foi em 2022, em 2026 vai ser novamente”, disse. Sobre o senador, argumentou: “o senador vai estar lá em Brasília votando as pautas do Estado”. E disse confiar nos nomes para a Câmara a ponto de “fechar os olhos”.

O entrevistador insistiu no ponto com uma analogia de praça de alimentação — cada um do grupo escolhe o prato que quer e todos comem juntos — e lembrou que houve uma briga recente dentro da própria coligação justamente por exigir foto e número na “colinha”. A pergunta foi se ela não teme perder o voto de uma família que gostaria de votar nela, mas tem outra opção para os demais cargos. Letícia não recuou: disse levar o time completo, mas respeitar quem pensa diferente. “Se a pessoa não se identificar, ela fica à vontade para ir lá na urna, não digitar o 22, ou digitar o número que ela achar melhor”. Ainda assim, afirma que vai “lutar para ganhar o votinho” e que já reverteu muitos votos andando pelo Estado.

Em um dos momentos mais emotivos da entrevista, ela disse se emocionar ao pensar no lugar que ocupa. “Eu, Letícia Matos, uma dentista, uma cidadã que quer lutar pelo seu país, eu fico muito emocionada só de pensar nisso. Tenho que me concentrar para não chorar”, afirmou, classificando 2026 como “uma eleição principal da nossa história, do resgate do nosso país”.

Saúde: filas de 10 anos, Tabela Catarina e a crítica ao governo anterior

Letícia foi secretária adjunta da Secretaria de Estado da Saúde e depois passou pela Casa Civil, que classificou como “o coração do governo”. Ao descrever o que encontrou no início da gestão, falou em hospitais sucateados, dependências precárias e uma fila de cirurgias eletivas “gigante”: “tinha gente com mais de 10 anos esperando na fila por uma cirurgia eletiva, às vezes até uma cirurgia ambulatorial”. Ela citou um hospital que atendia com tenda improvisada na frente e problemas de infraestrutura básica, de caldeira a fiação.

O entrevistador ponderou que parte do quadro vinha do rescaldo da pandemia e lembrou que o envelhecimento da população pressiona o sistema de forma permanente, exigindo políticas públicas específicas. A candidata rejeitou a atenuante: “a pandemia não é desculpa, é má gestão mesmo”, afirmou, sustentando que o governo anterior foi “muito mal gerido”. Segundo ela — e aqui trata-se de versão da entrevistada —, o então presidente Bolsonaro teria perdoado dívidas dos estados e deixado a economia em superávit, o que retiraria a justificativa sanitária.

A crítica ganhou nome. Sobre Carlos Moisés (União), hoje candidato a deputado federal, ela disse que ele se elegeu com apoio de Bolsonaro “e depois renegou o presidente. Então, se queimou no Estado”. E emendou o diagnóstico eleitoral que repete ao longo da entrevista: “o Estado é um Estado bolsonarista e de direita. Não perdoa”. Trata-se de avaliação da candidata; o ex-governador não participou desta entrevista.

Como resultado da gestão que ajudou a compor, Letícia destacou a criação da Tabela Catarina, um reajuste estadual da tabela SUS que, segundo ela, chega a pagar 10 a 12 vezes o valor de referência para viabilizar procedimentos. “Eu vi zerar uma fila”, disse. Ela afirmou que o Estado já soma mais de 1 milhão e meio de cirurgias em três anos de mandato e que encontra nas ruas pessoas que fizeram catarata, joelho e coluna depois de anos de espera. Ressalvou, porém, que a demanda em saúde é permanente e que sempre haverá fila — o que muda, na avaliação dela, é a velocidade com que ela anda.

Jorginho gestor: 70% de aprovação, cobrança e o bastidor da Casa Civil

Provocada a analisar a gestão, e não a liderança política, do governador, Letícia disse que Jorginho Mello (PL) nunca havia exercido mandato no Executivo — foi vereador, deputado federal e senador — e que, mesmo assim, “está se saindo excelente”. Ela citou uma aprovação de 70%, segundo pesquisas divulgadas na televisão, e o descreveu como um gestor que cobra: “ele exige trabalho, ele exige resultados. E ele sabe cada coisa que está acontecendo no governo”.

O entrevistador colocou na mesa a percepção externa de que o PL, pelo discurso de alguns de seus quadros, “parece que é tudo muito autoritário”, e pediu o bastidor de quem passou pela Casa Civil. A candidata negou imposição interna: segundo ela, os secretários têm liberdade para fazer a própria gestão prestando contas ao governador, que não terceiriza culpa para secretário ou diretor. “Tentam denegrir o nosso governador, não consegue”, afirmou, comparando o estilo ao de um empresário que cuida da empresa — cobra quando precisa e elogia o bom resultado.

Barentin também alertou para a diferença entre gerir e legislar: no parlamento, um bom projeto morre sem articulação, não passa na comissão ou não é sancionado. Letícia respondeu que é exatamente essa passagem pelo governo que a credencia. “Eu não gosto de pauta politiqueira, de projeto de lei só para dizer que fez alguma coisa”, disse, prometendo apresentar apenas propostas viáveis de aplicar.

Odontologia: saúde bucal, piso salarial e a briga da harmonização facial

A bandeira mais específica da candidata é a valorização da saúde bucal dentro da estrutura estadual. Ela relatou que, ao assumir a adjunta, visitou os prédios da Secretaria e os hospitais, ouviu direções e encontrou uma equipe pequena cuidando da atenção primária e da saúde bucal. A proposta que apresenta é ampliar programas de orientação e prevenção e fortalecer o setor dentro da pasta, além de defender uma pauta nacional: “não pode fazer um concurso público de 40 horas ganhando dois salários mínimos”, disse ao tratar do piso salarial do cirurgião-dentista equiparado ao do médico.

Letícia insistiu no aspecto humano do atendimento — para ela, “na saúde você tem que sentir a dor do outro” — e no papel quase de escuta que o dentista exerce. Também alertou para a negligência com os dentes de leite: “a criança precisa daquele dentinho de leite ali até ele cair naturalmente”. O entrevistador lembrou o antigo ônibus que passava nas escolas para o bochecho com flúor; ela citou o odontomóvel como equivalente atual, útil para alertar e resolver cáries pequenas em crianças sem cultura de ir ao consultório.

Sobre o embate entre medicina e odontologia em torno da harmonização facial, a candidata evitou a trincheira corporativa. Lembrou que o cirurgião-dentista estuda anatomia da face por cinco anos e meio e que a especialidade de bucomaxilofacial já atua nos hospitais ao lado do cirurgião de cabeça e pescoço. “Eu não gosto desse embate, eu acho que a medicina e a odontologia têm que caminhar juntas”, disse, defendendo que o mercado seja livre para quem tiver formação e capacitação — e citando que biomédicos e até gente sem graduação estão no mesmo nicho.

Feminicídio e armas: “entre a minha vida e a do criminoso, eu vou defender a minha”

O trecho mais tenso da entrevista foi sobre segurança da mulher. Barentin registrou que Santa Catarina tem alto índice de feminicídios e perguntou se a candidata não teme a pauta armamentista. Letícia reconheceu o problema — “não combina com Santa Catarina” — e ofereceu uma leitura própria do índice: segundo ela, parte do número elevado se explicaria porque o Estado acolhe e dá condições para a mulher denunciar e registrar as agressões pela Lei Maria da Penha.

A tese central dela é que a medida protetiva no papel não protege na prática. “No papel não dá para mensurar isso no real”, disse, descrevendo o agressor que continua perseguindo na rua e no trabalho até invadir a residência. A proposta que defende é dar à mulher ameaçada um instrumento de defesa: “eu concordo que uma medida protetiva eficaz contra esse potencial agressor poderia ser ela ter um porte de arma” — ou, ao menos, a posse na residência e no local de trabalho, já que o porte, ressalvou, é difícil de obter no Brasil hoje. O argumento de fundo é físico e de dissuasão: “em luta corporal a mulher sempre vai ser menos favorecida” e “o criminoso não quer uma vítima que vá reagir”.

O entrevistador contestou de frente: perguntou se isso não criaria ambiente para “uma chacina muito grande”, num país em que as pessoas estão impacientes e extremadas, e lembrou o fato de que o número de CACs cresceu no governo Bolsonaro — deixando claro que apresentava um dado, não um juízo. Letícia confirmou o crescimento e o defendeu: “não tem um liberar geral de armas”, disse, sustentando que o ex-presidente apenas “despertou novamente esse olhar que o brasileiro já tinha”. Ela citou mais de 1,5 milhão de CACs e mais de 2,5 milhões de armas registradas no país — números atribuídos à candidata — para argumentar que “tu não vê bang bang por aí”.

A candidata puxou a origem do debate para a campanha do desarmamento iniciada em 2003, no primeiro governo Lula, e disse que são “mais de 20 anos” formando gerações com essa mentalidade. Comparou a arma a uma faca de cozinha — “não é o objeto que vai praticar o crime, é a pessoa” — e citou a Segunda Emenda americana como referência. Também reclamou da dificuldade para a caça legalizada, mencionando o controle populacional de javalis, e para a prática do tiro esportivo, modalidade que rendeu ao Brasil sua primeira medalha de ouro olímpica, em Antuérpia. A frase que resume sua posição: “o povo armado jamais será escravizado”.

Educação: fiscalizar a Udesc, escola sem ideologia e homeschooling

Ao ser questionada sobre o enfrentamento político dentro das universidades — o entrevistador citou o movimento contra as escolas cívico-militares noticiado pelo próprio Jornal Razão —, Letícia defendeu que o deputado estadual tem, sim, papel fiscalizador. “Eu sou defensora da escola sem ideologia, sem partido, sem ideologia de gênero”, afirmou, dizendo receber denúncias de professores que tentariam direcionar alunos politicamente. Para ela, a competência estadual alcança as escolas da rede e a Udesc; no caso da UFSC, por ser federal, caberia ao menos um posicionamento político.

A candidata foi além e disse que há, nas universidades, “alunos que não são alunos, que são militantes, que estão ali para incomodar” — avaliação pessoal dela, sem dados apresentados na conversa. Defendeu a expansão das escolas cívico-militares e o homeschooling, que chamou de liberdade dos pais de educar os filhos como acharem correto.

Sobre a educação domiciliar, Barentin fez uma ressalva à regulamentação em discussão: se exigir vínculo pago com escola, “só o filho do rico vai conseguir ter a aula em casa”. Ele também relatou a experiência da própria família — o filho de 5 anos chega ao primeiro ano lendo e escrevendo, alfabetizado em casa pela mãe com o método fonético — e disse não defender o abandono da escola, já que socializar é importante. Letícia concordou que a família é parte do processo e rebateu o estigma: diz frequentar feiras de ciências de famílias educadoras, com crianças falando latim, inglês, alemão e espanhol. “O homeschooling às vezes é mal visto, porque dizem que a criança não socializa, tratam às vezes até como uma seita. E não é assim”.

O pedido de voto: “um documento em branco que vocês assinam”

No fechamento, a candidata resumiu o eixo que costura todas as suas bandeiras: “o princípio, o que abrange tudo, é a liberdade da pessoa poder fazer as suas escolhas” — liberdade religiosa, legítima defesa e liberdade de expressão, que ela considera hoje “muito censurada”, com a ressalva de que quem extrapolar deve responder por isso.

Perguntada sobre o estilo mais contido, num campo político marcado pelo confronto, ela se descreveu como alguém de argumento, não de grito. “Eu realmente não sou de sair gritando. Quando precisa defender, eu defendo”, disse, afirmando que se posiciona em manifestações e no carro de som, mas prefere o embasamento e a legislação ao enfrentamento direto.

O pedido de voto veio com promessa de agenda econômica além da saúde: defesa do micro e pequeno empresário, do produtor do agro que trabalha em família e mais retorno para Santa Catarina do que o Estado paga em imposto. “Podem contar comigo, eu serei a sua representante”, disse, ao pedir “o voto de confiança, um documento em branco que vocês assinam para nós podermos chegar lá e representar vocês”. Ela indicou o site leticiamatos.com.br e o Instagram como canais de contato e reforçou que pedirá voto para toda a chapa do PL.

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