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“Foi por impulso”: funcionário pega bastão, parte pra cima de ladrão e bota ele pra correr de loja em SC

As imagens do circuito interno mostram o momento em que o atendente pega um pedaço de madeira e parte para cima do suspeito, que foge sem levar nada. Depois da repercussão, o funcionário afirmou que agiu por impulso e pediu que ninguém repita a atitude.

“Foi por impulso”: funcionário pega bastão, parte pra cima de ladrão e bota ele pra correr de loja em SC
Foto: Reprodução
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Ele estava sozinho atrás do balcão quando o homem entrou no comércio da Rua Florianópolis, em Joinville, e o rendeu. A câmera de monitoramento registrou o que veio depois, e não é o que costuma aparecer nesse tipo de imagem: em vez de recuar, o funcionário esticou o braço, agarrou um pedaço de madeira que estava ao alcance e partiu para cima do suspeito.

As imagens mostram os dois em luta corporal dentro do próprio estabelecimento, entre o balcão e os equipamentos de trabalho. O confronto durou poucos instantes. Diante da reação, o homem desistiu da ação, deu as costas e fugiu sem levar nenhum objeto do local.

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O registro é de uma câmera instalada dentro do comércio, na Rua Florianópolis, via de movimento no perímetro urbano de Joinville, no Norte catarinense. O vídeo mostra a ocorrência do início ao fim, do momento em que o suspeito aborda o funcionário até a saída dele, de mãos vazias.

A reação que virou vídeo

Foi justamente a sequência da luta corporal que fez as imagens circularem pelas redes sociais. A cena tem o ingrediente que prende qualquer morador de cidade grande: o funcionário sozinho no expediente, o suspeito já dentro do balcão e uma decisão tomada em fração de segundo.

A reação impediu que o homem levasse qualquer coisa. Também colocou o atendente numa situação de risco direto, corpo a corpo com alguém que ele não conhecia e cujas intenções não tinha como medir naquele momento.

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O recado depois da repercussão

Com o vídeo já circulando, um perfil que se identifica como o funcionário envolvido na ocorrência comentou a publicação. A mensagem não celebrou a reação. Fez o contrário: pediu que ninguém tome aquilo como exemplo.

“Estou bem, gente. Foi por impulso e vi que ele não tinha nada para me ferir. Não façam isso, pois tudo poderia acontecer”

A frase resume o que separa o vídeo de um desfecho muito pior. Segundo o relato, a decisão de enfrentar o suspeito partiu de uma leitura feita ali, no calor da abordagem, de que o homem não estava armado. Não foi plano, não foi treinamento, não foi coragem calculada. Foi impulso.

É também o ponto que a orientação corrente das forças de segurança repete em qualquer campanha sobre abordagens desse tipo: a prioridade é a integridade física de quem está sendo abordado, não a mercadoria. Em um cenário em que o suspeito estivesse armado, a mesma decisão de agarrar um pedaço de madeira teria custo bem diferente.

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Sem identificação até agora

Até o momento não há informação sobre a identificação ou a prisão do homem que aparece nas imagens. O suspeito deixou o local logo após o confronto e não foi localizado.

O caso segue sem desfecho quanto à autoria. As imagens do circuito interno do estabelecimento são, por ora, o principal material sobre a ocorrência, e o funcionário que reagiu não sofreu ferimentos, conforme ele mesmo informou depois da repercussão.

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