Dezenas de familiares, amigos e moradores do bairro Meia Praia, em Navegantes, se reuniram na tarde desta sexta-feira (10) em frente ao residencial Mar de Kara para uma manifestação pacífica em memória do casal Thelma Barth Ribeiro, de 67 anos, e José Cândido Ribeiro Júnior, de 71 anos. Os dois foram vítimas de um ataque brutal dentro do próprio apartamento na madrugada de quinta-feira (9).
O ato de solidariedade reuniu pessoas de diferentes idades, visivelmente emocionadas. O grupo carregava um cartaz com a frase “Estamos todos de luto” e fez orações em silêncio diante do prédio onde o crime aconteceu. A cena refletiu a comoção que tomou conta da comunidade desde que a notícia do duplo homicídio se espalhou pela cidade.
Casal foi atacado a golpes na cabeça dentro do apartamento
Thelma morreu no local com afundamento de crânio. O marido, médico ginecologista conhecido na região de Lauro Müller, foi socorrido em estado gravíssimo e transferido ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã desta sexta-feira.
A filha do casal, Beatriz Ribeiro, se manifestou nas redes sociais sobre o momento vivido pela família: “Não temos como expressar a desolação, mas agradeço todo o apoio que recebemos nesse momento.”
O crime aconteceu na Rua Cirino Adolfo Cabral, próximo à entrada 55 da Meia Praia. Vizinhos relataram gritos de socorro por volta das 4h. A Polícia Militar de Santa Catarina precisou acessar o apartamento pela sacada e encontrou o casal com lesões graves na cabeça.
Conforme a Polícia Civil, o caso é investigado como latrocínio. O invasor teria entrado no apartamento pela sacada com a intenção de roubar e foi surpreendido pelo casal. A Polícia Científica encontrou marcas de sangue no muro dos fundos do prédio, indicando a rota de fuga do criminoso.
Suspeito foi ouvido e liberado
Um suspeito chegou a ser abordado pela PMSC e encaminhado à delegacia ainda na tarde de quinta-feira. Segundo o delegado responsável, foram identificadas contradições nas alegações do homem, mas não havia elementos suficientes para mantê-lo preso. Vestígios foram apreendidos e encaminhados para perícia.
Uma força-tarefa foi montada para localizar o autor do crime. Até a última atualização, ninguém havia sido preso. A comunidade cobra respostas das autoridades e aguarda o resultado das investigações.