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Moradora de Tijucas que matou o marido a facadas é absolvida pelo Tribunal do Júri

Tribunal do Júri de Tijucas absolve mulher acusada de matar o marido a facadas em 2019; defesa sustentou legítima defesa após anos de violência doméstica.

Moradora de Tijucas que matou o marido a facadas é absolvida pelo Tribunal do Júri
Foto: Reprodução
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O Tribunal do Júri da Comarca de Tijucas absolveu, nesta quarta-feira (5), a mulher acusada de matar o companheiro Luiz Antônio Alves Nunes, conhecido como Seco, em 2019. O caso foi julgado quase seis anos após o crime. As informações foram apuradas com exclusividade pelo Jornal Razão.

O crime e o início do processo

Na madrugada de 28 de dezembro de 2019, o casal discutiu dentro da casa onde moravam, no loteamento Jardim Progresso, bairro Areias, em Tijucas. Durante a briga, Sâmia desferiu três golpes de faca contra o marido — um deles atingindo o tórax e provocando uma hemorragia fatal.

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A mulher foi presa em flagrante ainda naquele dia. Segundo o primeiro relato à PMSC, Sâmia contou que o companheiro havia chegado agressivo, quebrando objetos e a agredindo. Disse ainda que o homem estava armado com uma faca e que, ao tentar se defender, acabou ferindo-o. Foi ela mesma quem acionou o socorro logo após o ocorrido.

Na época, o juiz André Luiz Anrain Trentini concedeu liberdade provisória à acusada, considerando a ausência de antecedentes criminais e indícios de que ela poderia ter agido em legítima defesa.

O julgamento pelo Tribunal do Júri

O processo tramitou na Vara Criminal da Comarca de Tijucas. O Ministério Público de Santa Catarina sustentou a acusação de homicídio doloso simples (art. 121 do Código Penal). Já a defesa insistiu na tese de legítima defesa e de violência doméstica recorrente, apresentando registros e fotos de agressões sofridas por Sâmia ao longo da relação.

Durante o julgamento, a defesa destacou que a ré teria vivido anos de abusos físicos e psicológicos e que, na noite do crime, a discussão evoluiu para uma situação de desespero. O Conselho de Sentença, formado por sete jurados, aceitou a tese defensiva e votou pela absolvição da acusada.

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Decisão final e encerramento do caso

Com o veredito, a Justiça catarinense declarou Sâmia Rodrigues de Campos inocente, reconhecendo que ela agiu em legítima defesa. A decisão foi proferida pelo juiz Luiz Carlos Vailati Júnior, que presidiu o Júri. O próprio Ministério Público pediu pela absolvição.

A sessão final de julgamento ocorreu em 5 de novembro de 2025, no Fórum de Tijucas.

Histórico da vítima

Luiz Antônio Alves Nunes, de 39 anos, era natural de Alegrete (RS) e morava há alguns anos em Tijucas. Ele era conhecido pelo apelido de Seco e era irmão de Júlio Alves, o Pai Maninho, assassinado em frente à própria casa em Alegrete dois anos antes do crime em SC.

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