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“Não tem o que fazer”: mulher é agredida por morador que aterroriza condomínio em Florianópolis

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 29/03/2026 13h20 | Atualizado há 52 dias
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Uma moradora foi agredida na noite de sábado por um homem que, segundo vizinhos, aterroriza um condomínio no bairro Canasvieiras, em Florianópolis, há pelo menos seis anos, com centenas de boletins de ocorrência registrados contra ele.

ASSISTA AO VÍDEO

Uma moradora foi agredida na noite de sábado (28) por um vizinho em um condomínio localizado a uma quadra do mar no bairro Canasvieiras, em Florianópolis. Segundo relatos de moradores, o homem, conhecido no prédio como “Zorro”, a retirou da porta do apartamento e partiu para cima dela, causando ferimentos no rosto. O síndico do condomínio, um idoso de 70 anos, também foi agredido ao tentar intervir.

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Conforme os moradores, o caso não é isolado. O homem causa problemas no condomínio há pelo menos seis anos, com um histórico que inclui ameaças, agressões físicas, injúrias, invasão de propriedade e destruição de patrimônio. A moto e o carro do próprio síndico teriam sido completamente destruídos pelo agressor.

Centenas de boletins de ocorrência

Segundo os moradores, há centenas de boletins de ocorrência registrados contra o homem ao longo dos anos, envolvendo crimes de ameaça, lesão corporal, injúria e invasão de propriedade. Somente o síndico e a esposa teriam registrado mais de 100 ocorrências. Outros moradores e ex-síndicos também fizeram representações na delegacia.

Apesar do volume de registros, os moradores relatam que nenhuma medida efetiva foi tomada para afastar o agressor do convívio. Segundo a Polícia Militar, a lesão corporal é considerada crime de menor potencial ofensivo, o que significa que é lavrado apenas um termo circunstanciado e o autor não é preso em flagrante. A situação também não se enquadra na Lei Maria da Penha, que exige que as agressões aconteçam em ambiente doméstico ou familiar.

Processo de despejo sem resolução

Os moradores informaram que foi aberto um pedido de despejo por condômino antissocial contra o homem, com todas as provas reunidas ao longo dos anos. Porém, segundo a esposa do síndico, o processo judicial ainda não teve resolução. “A gente tem tudo, a gente tem mais de 100 boletins de ocorrência”, afirmou a moradora em um relato.

A própria família do agressor, segundo os moradores, já entrou com uma ação para que o apartamento fosse a leilão, numa tentativa de retirá-lo do local. Ainda assim, o processo também não avançou. Um ex-síndico do condomínio confirmou o histórico e afirmou que um dos motivos de ter deixado o cargo foi justamente os problemas causados pelo morador.

Relatos de agressão fora do condomínio

Após a repercussão do caso nas redes sociais, moradores da região de Canasvieiras passaram a relatar que o homem também teria agredido turistas na praia. Há ainda relatos, ainda não confirmados oficialmente, de que ele teria agredido uma jovem na região. Em 2018, o homem teria distribuído um e-mail com conteúdo de assédio contra uma moradora do condomínio, imprimindo e colocando cópias sob as portas dos apartamentos.

Comoção nas redes e cobrança à Justiça

O caso ganhou repercussão nas redes sociais após perfis de notícias e segurança pública de Florianópolis publicarem vídeos da vítima com os ferimentos no rosto. Nos comentários, dezenas de moradores da região confirmam conhecer o agressor e relatam episódios semelhantes. “Todo mundo na região conhece quem é, sabe da história”, afirmou um dos relatos.

A principal crítica dos moradores é à lentidão da Justiça e à falta de instrumentos legais que permitam o afastamento imediato de um condômino violento. “Relatos de centenas de boletins de ocorrência. O que mais precisa acontecer?”, questionou um dos comentários mais curtidos nas publicações sobre o caso. Até a última atualização, não havia informação sobre novas medidas judiciais ou policiais contra o agressor.

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