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“Obcecado por ela”: idoso atira no peito de vizinha, é espancado por populares e preso em Joinville

Waldemar Silveira, de 65 anos, foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio no bairro Paranaguamirim, em Joinville. Vizinhos relatam que ele perseguia a vítima há bastante tempo. A mulher de 31 anos foi levada ao hospital e a Polícia Civil apura o caso.

“Obcecado por ela”: idoso atira no peito de vizinha, é espancado por populares e preso em Joinville
Foto: Reprodução
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A discussão no terreno já tinha terminado quando o homem de 65 anos deu as costas, atravessou a rua e entrou na própria casa. Minutos depois ele reapareceu com uma espingarda em punho, apontou e disparou contra o peito da vizinha, de 31 anos, que caiu ao solo no quintal onde os dois discutiam pouco antes. O barulho do tiro trouxe os moradores da rua para fora, e o atirador não deu dois passos.

A tentativa de feminicídio aconteceu na tarde deste sábado (8), por volta das 14h, no bairro Paranaguamirim, em Joinville. A Polícia Militar foi acionada pela Central Regional de Emergência e encontrou a mulher caída, com ferimento por arma de fogo no tórax, enquanto o autor já estava dominado por um grupo de vizinhos, com o rosto ensanguentado.

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O homem foi identificado como Waldemar Silveira, de 65 anos, natural de Santa Catarina e com passagem policial por ameaça. Ele foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

A casa onde a mulher foi baleada, isolada pela perícia; no detalhe, o autor detido pela Polícia Militar. Fotos: Jornal Razão

A obsessão relatada pelos vizinhos

O que os moradores contaram à guarnição desenha um caso que vinha se arrastando muito antes do tiro. Segundo os relatos colhidos no local, o autor perseguia a vítima havia bastante tempo, com um comportamento que os próprios vizinhos descreveram como obcecado. A mulher, de 31 anos, é natural do Mato Grosso do Sul e mora na mesma rua.

Ainda conforme os relatos, ele teria saído de casa neste sábado dirigindo palavras de baixo calão à vítima e, em seguida, entrado no terreno dela. A mulher passou a forçá-lo para fora do quintal, e foi aí que ele se afastou em direção à própria residência. O intervalo entre a expulsão e o disparo foi de poucos minutos, o tempo de ir até em casa, pegar a arma e voltar.

Quando a Polícia Militar chegou, a situação já era outra. O autor tinha sido contido pelos moradores e apresentava ferimentos no rosto. Ele foi colocado dentro da viatura para a própria proteção, porque parte dos populares queria matá-lo ali mesmo.

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A espingarda e as buscas na casa

A arma usada no crime não estava mais com o atirador. Uma espingarda calibre .32 tinha sido recolhida por um morador da região, que a guardou em casa e a entregou prontamente à guarnição assim que a PM chegou ao local.

Os vizinhos relataram ainda que o autor tinha a espingarda havia bastante tempo e que fazia disparos ocasionalmente na região. Ele mantém cães de caça e, com frequência, reunia amigos na propriedade para caçar, segundo os mesmos relatos.

Com apoio da equipe do Tático, a guarnição fez buscas na residência do autor. Dentro da casa, os policiais localizaram uma munição de calibre .32 guardada em um pote plástico. Sobre a mesa havia uma lata de cerveja pela metade, ainda gelada.

Socorro e investigação

A vítima foi socorrida por equipe da Polícia Militar e levada ao hospital com o ferimento no peito. O estado de saúde dela não foi divulgado.

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A Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas e estiveram no local para os trabalhos de perícia. O autor e uma testemunha foram conduzidos à Central de Polícia, onde o flagrante foi formalizado.

Pela legislação brasileira, o feminicídio é o crime cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, o que inclui contextos de menosprezo, discriminação ou violência doméstica e familiar. Quando a vítima sobrevive, o caso é tratado como tentativa, e a pena é reduzida em relação ao crime consumado, mas a natureza hedionda permanece.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que vai apurar o histórico de perseguição relatado pelos vizinhos e a origem da arma apreendida.

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