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Pai nega ter tentado “invadir escola para matar criança” em Tijucas: “baita de uma mentira”

Polícia Militar, prefeitura e direção da Escola Deputado Walter Vicente Gomes negam que tenha havido tentativa de pular o muro da unidade. O pai apontado nas publicações afirma que foi até o local cobrar providências depois de a filha ser agredida por um colega.

Pai nega ter tentado “invadir escola para matar criança” em Tijucas: “baita de uma mentira”
Foto: Reprodução
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A viatura da Polícia Militar parada em frente ao portão da Escola Deputado Walter Vicente Gomes, no bairro Praça, foi o suficiente para que a versão mais grave possível corresse Tijucas em poucos minutos na tarde desta terça-feira (11): a de que um pai teria tentado pular o muro da unidade para matar um aluno. Horas depois, quatro relatos diferentes chegaram à mesma resposta, cada um por seu canal. A Polícia Militar, a prefeitura, a direção da escola e o próprio homem apontado nas publicações negam que isso tenha acontecido.

O que circulou nas redes sociais no fim do dia foi a informação de que um homem, apontado como pai de uma estudante, teria escalado o muro do colégio depois de uma suposta ameaça contra uma criança. A Polícia Militar foi acionada, esteve no local e nega que tenha havido tentativa de invasão nesses termos. Não houve prisão.

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A versão do pai

O homem apontado nas publicações conversou com a reportagem do Jornal Razão e contou o que o levou até a escola. “Eu recebi uma mensagem da minha ex falando que a minha filha tinha sido agredida na escola. Aí fui lá para falar com a diretora”, disse. Segundo ele, a filha teria sido chutada nas partes íntimas por um colega, e não seria a primeira vez: em outra ocasião, ainda conforme o relato, a menina teria sido atingida no rosto com uma sandália pelo mesmo aluno.

ASSISTA AO VÍDEO

Capa do vídeo do YouTube

Ao chegar, ele afirma que falou com a funcionária que estava no portão e pediu que a diretora fosse chamada. “Deu uns cinco minutos, ela voltou e falou que a diretora não podia me atender no momento, porque era o horário do recreio das crianças”, relatou. A resposta dele, conta, foi que só sairia dali quando conseguisse conversar. Minutos depois, a ex-companheira chegou de carro para avisar que a direção acionaria a polícia caso ele permanecesse em frente à escola. Foi quando decidiu ir embora.

A negativa sobre o ponto central da acusação é direta. “Em nenhum momento eu pulei o muro. Nem fiz movimento algum, tanto que eu estava distante do portão, estava de braço cruzado”, afirmou. Ele nega também qualquer ameaça. “Não fiz ameaça nenhuma, não ameacei em fazer nada, muito menos com a criança, com o pai da criança”, disse.

“Eu vim aqui para esclarecer e para tranquilizar os pais também da escola sobre essa situação. Nada disso aconteceu. Baita de uma mentira. Isso não se fala, cara. Falar que vai matar, que vai fazer.”

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Ele afirma estar preocupado com a repercussão, com a própria família e com os pais dos outros alunos da escola. “Eu só ia sair dali se a diretora viesse falar comigo. Daí de onde é que saiu essa história que eu ia pular o muro?”, questionou. Disse ainda não ter nada contra o outro pai nem contra o filho dele, e que a cobrança que pretende fazer é com a escola, sobre a situação da filha.

O que diz a direção

A diretora da unidade procurou o Jornal Razão e autorizou a publicação da versão da escola. Ela confirmou que houve uma desavença entre duas alunas durante o período e disse que as famílias foram chamadas ainda no mesmo dia. “Todos os dias nós temos situações de conflito na escola, entre alunos. Então a gente chama os pais, as famílias, a gente conversa com eles na escola. A gente não deixa passar nada”, afirmou.

Segundo a direção, o pai retornou à escola depois desse primeiro atendimento, nervoso, e não foi recebido naquele momento porque era horário de recreio, quando toda a equipe assume o pátio. “A gente vai cuidar dos alunos para eles não se machucarem, para eles não brigarem”, explicou. Ainda conforme a diretora, ele saiu de carro em seguida.

“Em momento algum houve esse negócio que ele tentou pular o muro. Isso não é verdade, isso não aconteceu.”

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A diretora também afirmou que ninguém da gestão nem do quadro de funcionários acionou qualquer veículo de imprensa e que não sabe de onde partiu a informação sobre a suposta invasão. “A gente fala uma coisa, aí o outro, quando vai contar, já conta outra coisa, aumenta mais um ponto, o outro aumenta mais um ponto”, disse, atribuindo a proporção que o caso tomou à distorção do relato de boca em boca.

A resposta da prefeitura

O prefeito de Tijucas gravou um vídeo sobre o episódio. Adotou tom firme sobre a tentativa de um adulto entrar em uma escola e, ao mesmo tempo, descartou a versão que circulava. “Um adulto quer entrar na escola para tirar satisfação com uma criança, com um aluno. Aqui em Tijucas, não”, disse. Segundo ele, a equipe de vigilância, junto com a direção, barrou a entrada e chamou a polícia.

“Não teve ninguém tentando pular o muro, não teve nada mais do que essa tentativa de ele adentrar na escola.”

Ele afirmou ter conversado com a direção da escola, com a secretaria e com a polícia antes de gravar. “Lá está tudo em ordem e tudo seguro. Continuamos com os dias letivos na normalidade, trabalhando e que as nossas crianças tenham sempre a nossa devida atenção”, declarou.

Medo entre as famílias

Enquanto as versões se acumulavam, pais e mães de alunos passaram a cobrar explicações publicamente, e parte deles chegou a afirmar que não levaria os filhos à escola enquanto não houvesse um posicionamento oficial. A direção afirma que as aulas seguem normalmente e que a desavença entre as alunas está sendo tratada com as famílias envolvidas. A Polícia Militar registrou o atendimento e não efetuou prisão.

O que sabemos até agora

  • A Polícia Militar foi acionada, esteve na Escola Deputado Walter Vicente Gomes e nega que tenha havido tentativa de pular o muro.
  • Não houve prisão.
  • O pai apontado nas publicações nega ter escalado o muro e nega ter feito ameaças.
  • A direção nega a tentativa de invasão e confirma que houve uma desavença entre duas alunas, com as famílias chamadas no mesmo dia.
  • A prefeitura afirma que a entrada do homem foi barrada pela vigilância e pela direção, e que ninguém tentou pular o muro.
  • As aulas seguem normalmente, segundo a escola e a prefeitura.
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