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VÍDEO – “Não pode atirar”: após 70km de fuga da PRF, PMSC fecha ponte para prender traficantes

Perseguição de 70 km pela BR-101 terminou com dois presos e cinco quilos de cocaína apreendidos na ponte Anita Garibaldi, em Laguna; bloqueio da PMSC encerrou a fuga sem disparos.

VÍDEO – “Não pode atirar”: após 70km de fuga da PRF, PMSC fecha ponte para prender traficantes
Foto: Reprodução
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Uma perseguição de 70 quilômetros pela BR-101 terminou sem um único tiro: a Polícia Militar fechou a ponte Anita Garibaldi, em Laguna (SC), e a PRF prendeu dois homens com cerca de cinco quilos de cocaína na noite de terça-feira.

A fuga começou em um pedágio da rodovia, quando o motorista de um Fiat Palio desobedeceu a ordem de parada da PRF. Durante o trajeto, os ocupantes jogaram os tabletes de droga pela janela, recolhidos por uma equipe da PM que seguia na retaguarda. Encurralados no bloqueio da ponte, os dois foram presos e confessaram que levariam a droga da Grande Florianópolis ao Rio Grande do Sul por R$ 10 mil.

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O cerco sem disparos acontece enquanto as forças de segurança ainda digerem o caso do subtenente Nelson, da PMSC, preso em Joinville para cumprir três anos de reclusão por atirar nos pneus de um carro em fuga numa perseguição de 17 km, em 2020. Em Laguna, a saída foi fechar a ponte.

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Vídeo: Reprodução/Redes sociais

Manobras perigosas e droga jogada na pista

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o condutor do Palio acelerou em alta velocidade após furar a ordem de parada e, ao longo do trajeto, realizou manobras perigosas, chegando a trafegar pelo acostamento e colocando outros motoristas em risco.

Foi no meio do acompanhamento que os ocupantes tentaram se livrar da carga: cinco tabletes de cocaína foram arremessados pela janela do carro em movimento. Enquanto os agentes federais seguiam colados no veículo, a equipe da Polícia Militar que dava apoio na retaguarda parou e recolheu os pacotes na pista.

A fuga só acabou na ponte Anita Garibaldi, um dos principais pontos de passagem da BR-101 no Sul catarinense. A PMSC montou o bloqueio na estrutura e fechou a passagem no momento exato. Sem saída, o Palio foi interceptado e os dois ocupantes acabaram detidos.

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Os presos são dois jovens, de 20 e 22 anos. Na abordagem, eles admitiram aos policiais que haviam buscado a droga na Grande Florianópolis e que levariam a carga até o Rio Grande do Sul. Pelo transporte, contaram, receberiam R$ 10 mil. Além da cocaína, mais de R$ 3 mil em dinheiro foram apreendidos com a dupla.

Os dois homens, o veículo e a droga foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Laguna. Eles devem responder por tráfico de drogas, crime previsto na Lei 11.343/2006, com pena que varia de cinco a 15 anos de prisão.

O peso do caso Nelson sobre as perseguições em SC

O desfecho pelo cerco, e não pelo disparo, ganha outra dimensão diante do precedente que mexeu com as corporações catarinenses. O subtenente Nelson de Oliveira e Silva, um dos policiais mais conhecidos de Joinville, foi preso este ano para cumprir três anos de reclusão em regime semiaberto por ter atirado contra um carro em fuga durante uma perseguição de 17 quilômetros pelo perímetro urbano da cidade, em fevereiro de 2020.

A Justiça Militar entendeu que o policial descumpriu o Procedimento Operacional Padrão da PMSC, que veda expressamente disparos com a finalidade de parar veículo em fuga. A condenação foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o Superior Tribunal de Justiça negou o último recurso e a execução da pena começou em 2026. No processo, Nelson sustentou que agiu para proteger a vida de terceiros e declarou preferir salvar uma vida a cumprir um POP.

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Em Laguna, a equação foi resolvida de outra forma: sem nenhum tiro, o fechamento estratégico da ponte pela Polícia Militar encerrou a ocorrência, garantiu as prisões e a apreensão da droga e manteve os policiais dentro do protocolo que custou a liberdade do subtenente.

A Polícia Civil de Laguna investiga agora a origem da droga e se a dupla integra algum grupo criminoso que atua no transporte de entorpecentes entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.

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