A Polícia Militar prendeu em Tijucas uma mulher de 49 anos, natural de Herval d’Oeste, no Meio-Oeste catarinense, que estava foragida. Ela foi condenada por estupro por ter deixado uma menina de 12 anos ser abusada por um vizinho, em novembro de 2024. É a 39ª prisão de foragido por estupro em Tijucas.
Na noite de 6 de novembro de 2024, a mulher aceitou o convite de um vizinho para jantar na casa dele e levou junto duas meninas, de 12 e 9 anos. Lá, o homem teria servido à mais velha um achocolatado num copo; a mais nova não quis. Por volta de 1h da madrugada, os adultos foram até um posto de combustíveis comprar mais cerveja, refrigerante e salgadinho para as crianças, e voltaram para a casa dele para continuar bebendo.
A mulher disse que a última coisa de que se lembrava era de estar deitada com as meninas numa cama de solteiro. Acordou em casa por volta do meio-dia, sem saber como tinha chegado lá, quando uma vizinha apareceu perguntando o que ela tinha feito com a menina.
A criança estava no sofá, sonolenta, com o olhar perdido, sem conseguir ficar em pé nem sentada direito, aparentemente sob efeito de alguma substância. Tinha manchas roxas dos dois lados do pescoço e, no hospital, os médicos encontraram outras marcas parecidas pelo corpo. O Conselho Tutelar acompanhou a menina até o exame na Polícia Científica.
O vizinho foi preso naquele dia. Ele negou o crime: disse que a mulher e a menina dormiram na cama da sala, que a mais nova foi dormir em outra casa e que, de manhã, levou as duas embora. A mulher contou que ele tinha armas e andava pela rua intimidando os vizinhos. Na casa dele, a polícia achou uma carabina de pressão modificada, com luneta, escondida atrás de uma parede falsa.
Na época, a própria mulher pediu medida protetiva de urgência, dizendo ter medo do que poderia acontecer. Quase dois anos depois, foi ela quem acabou condenada e presa.
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