Policial de Itapema é condenado por envolvimento com jogo do bicho
TJSC impõem pena por uso indevido de informações oficiais
Por Equipe Jornal Razão·22 dez 2023·4 min de leitura·Atualizado há 2 anos
Foto: Reprodução
Publicidade
Um policial militar de Itapema foi condenado pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) por envolvimento com o jogo do bicho. O fato ocorreu em junho de 2020, quando o policial utilizou seu acesso ao Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP) para fornecer dados pessoais e veiculares a um cúmplice operador de banca ilegal.
Durante a investigação, descobriu-se que o policial trocava mensagens desde junho de 2020 com o responsável pela banca. Ele realizava buscas no SISP, fornecendo informações como CPF/CNPJ, placas e modelos de veículos, endereços e outros dados pessoais. Em novembro de 2020, o policial foi além, usando um veículo oficial para adquirir uma máquina de registro de apostas, negligenciando a apreensão de materiais ilícitos no local.
Publicidade
A conduta ilícita foi descoberta quando outros policiais chegaram à banca, solicitaram imagens de segurança e identificaram o colega de farda. O TJSC sentenciou o policial a três anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto e a mais um ano e um mês de detenção. As condenações se deram por apropriação de bem móvel para uso próprio e violação do dever de manter segredo profissional.
Em recurso, o policial militar contestou a sentença, o relatório policial e a ordem de busca e apreensão. Solicitou ainda a revisão da dosimetria da pena e a mudança para o regime aberto. O TJSC acatou parcialmente o recurso, modificando o regime prisional para aberto.