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Traficante de Blumenau é executado com tiros na cabeça dentro da própria “biqueira”

Odair Milani, de 39 anos, foi morto com dois tiros na cabeça dentro de uma boca de fumo no bairro Progresso. Segundo a Polícia Civil, ele tinha 23 passagens, integrava uma facção e foi alvo da Megaoperação Infiel. A Delegacia de Homicídios investiga a autoria.

Traficante de Blumenau é executado com tiros na cabeça dentro da própria “biqueira”
Foto: Reprodução
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Um homem trabalhava na pintura de uma escadaria quando sentiu uma mão agarrar sua camiseta por trás. A ordem foi seca: silêncio. Segundos depois, ele estava no chão e um atirador encapuzado subia os degraus em direção ao único alvo daquela noite.

O crime aconteceu na noite desta terça-feira (23), no final da Rua Jovêncio Formento Filho, no bairro Progresso, em Blumenau, no Vale do Itajaí. A Polícia Militar foi acionada pela Central Regional de Emergências e, ao chegar, foi recebida por moradores que apontaram a residência onde os disparos teriam ocorrido.

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Ao subir até o pavimento superior por uma escadaria interna, a guarnição encontrou Odair Milani, de 39 anos, sentado junto a uma escrivaninha, com duas lesões compatíveis com disparos de arma de fogo na região da cabeça. O óbito foi constatado no local.

Ficha e ligação com facção

A vítima não era um desconhecido das forças de segurança. Segundo a Polícia Civil, Odair tinha antecedentes criminais e era apontado como integrante de uma organização criminosa que atua na região. Ele foi um dos alvos de mandado de busca e apreensão cumprido durante a Megaoperação Infiel, deflagrada em março deste ano para combater uma facção no Vale do Itajaí. A Polícia Militar informou ainda que ele acumulava 23 registros policiais por crimes como tráfico de drogas, furto, ameaça e roubo, e cumpria pena em regime de prisão albergue sem recolhimento.

Perto do corpo, os policiais localizaram a porção de drogas que ajuda a desenhar o cenário do crime. Eram cerca de 66 gramas de crack em pedra bruta, mais 17 invólucros fracionados da mesma substância, somando aproximadamente nove gramas, além de três gramas de cocaína e quinze gramas de maconha. Também foram apreendidos um celular da vítima, dois cartões, R$ 357 em espécie fracionada e uma balança de precisão. Conforme a Polícia Militar, havia indícios claros de tráfico de drogas no imóvel.

O relato da testemunha

O relato mais detalhado da execução veio de uma testemunha que fazia serviços de pintura na casa no momento dos disparos. Segundo ela, o homem que invadiu o imóvel tinha baixa estatura, vestia roupas inteiramente pretas, usava balaclava e tênis vermelho, e portava uma arma de fogo preta.

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A mesma testemunha contou que foi agarrada pela camiseta por trás e ouviu a ordem para ficar calada antes de ser lançada ao solo, próximo à escadaria que dava acesso ao pavimento superior. Foi dali que o atirador teria efetuado o primeiro disparo, ainda da escada.

Em seguida, conforme o relato, o autor deslocou-se até onde estava a vítima. A testemunha disse ter ouvido um ruído parecido com o ciclo mecânico da arma, seguido de um segundo disparo. Depois, o atirador fugiu correndo.

Perícia e investigação

A área foi isolada e recebeu equipes do SAMU, da Polícia Civil e da Polícia Científica. Os peritos realizaram os primeiros levantamentos e coletaram vestígios que podem auxiliar na identificação do autor. Guarnições de apoio, incluindo a ROCAM e o Canil, atuaram no cerco e nas buscas.

Os policiais ainda fizeram diligências em residências vizinhas à procura de câmeras de monitoramento que pudessem ter registrado a ação ou a rota de fuga, mas não encontraram imagens que ajudassem na identificação.

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A Delegacia de Homicídios do Departamento de Investigações Criminais (DIC) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias, a motivação e a autoria do assassinato. A Polícia Civil pede que informações que possam ajudar no esclarecimento do caso sejam repassadas de forma anônima pelos canais oficiais de denúncia, com sigilo garantido ao colaborador.

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