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Eleições 2026

De Toni lidera corrida ao Senado em SC; Carlos Bolsonaro aparece em 3° e empata com Décio Lima

Pesquisa AtlasIntel do Grupo ND mostra a deputada com 28,4% e Esperidião Amin com 20,2% no consolidado dos dois votos. Santa Catarina não elege uma senadora titular desde 2002.

Montagem com Carol De Toni, Carlos Bolsonaro, Esperidiao Amin e Decio Lima sobre a bandeira de Santa Catarina
Imagem ilustrativa / IA
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A deputada federal Carol De Toni (PL) lidera a disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado, segundo a pesquisa AtlasIntel encomendada pelo Grupo ND. Ela aparece com 28,4% no consolidado do primeiro e do segundo voto, seguida por Esperidião Amin (PP), com 20,2%.

Se o resultado das urnas confirmar o cenário, Carol De Toni quebra um jejum de mais de duas décadas. A última vez que Santa Catarina elegeu uma mulher para o Senado como titular foi em 2002, quando Ideli Salvatti (PT) venceu com pouco mais de um milhão de votos e cumpriu mandato até 2011. Ela também foi a primeira, e até hoje a única, catarinense eleita para a Casa. Desde então, todas as mulheres que ocuparam a cadeira chegaram lá pela suplência, caso da atual senadora Ivete da Silveira (MDB), que assumiu em 2022 no lugar de Jorginho Mello.

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O quadro é diferente do registrado há duas semanas. Na pesquisa Quaest divulgada em 24 de agosto, Amin liderava com 19%, Carlos Bolsonaro (PL) vinha com 16% e Carol De Toni aparecia em terceiro, com 12%. A mesma AtlasIntel também mediu a disputa pelo Governo do Estado, em que Jorginho Mello lidera com folga e Gelson Merisio empatou tecnicamente com João Rodrigues pelo segundo lugar.

Capa do vídeo do YouTube

Como está a disputa pelas duas vagas

Carlos Bolsonaro aparece em terceiro, com 14,9%, seguido por Décio Lima (PT), com 11,9%, Afrânio Boppré (PSOL), com 9,3%, Antídio Lunelli (MDB), com 4,8%, e Túlio de Amorim Puetzneiter (Missão), com 2,4%. Outros nomes somam 1,8%, enquanto 3,2% escolheriam branco ou nulo e 3,2% não souberam responder. Como o eleitor vota duas vezes para o Senado, a soma das respostas ultrapassa 100%.

Pela margem de erro de três pontos percentuais, Carlos Bolsonaro e Décio Lima estão tecnicamente empatados. Lunelli e Túlio também aparecem em empate técnico. No recorte de votos válidos, Carol De Toni chega a 30,3% e Amin a 21,6%, com Carlos Bolsonaro em 15,9%, Décio Lima em 12,7%, Boppré em 10%, Lunelli em 5,2% e Túlio em 2,6%.

Primeiro voto e segundo voto contam histórias diferentes

No primeiro voto, Carol De Toni amplia a vantagem e chega a 34,3%, seguida por Décio Lima, com 19,6%, e Amin, com 16%. Carlos Bolsonaro tem 13,4%, Lunelli 5,3%, Túlio 4,5% e Boppré 3,1%.

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No segundo voto, o quadro se inverte. Amin lidera numericamente, com 24,5%, mas está tecnicamente empatado com Carol De Toni, que tem 22,4%. Carlos Bolsonaro, com 16,4%, e Boppré, com 15,5%, também aparecem empatados dentro da margem. Décio Lima despenca para 4,1% nesse recorte, praticamente empatado com Lunelli, que tem 4,3%.

A leitura é direta: Carol De Toni é escolha de convicção, entra como primeira opção do eleitor. Amin funciona como voto de complemento, o nome que o catarinense acrescenta depois de já ter decidido o primeiro. Décio Lima concentra apoio em um eleitorado fiel, mas não se espalha para além dele.

Décio Lima lidera a rejeição

Décio Lima é o nome mais rejeitado da disputa, com 54,2% dos eleitores dizendo que não votariam nele de jeito nenhum. Carlos Bolsonaro vem em seguida, com 45,1%, e Boppré, com 36,9%. Carol De Toni registra 24,6%, Lunelli 14% e Amin aparece como o menos rejeitado entre os testados, com 13,5%. Túlio de Amorim Puetzneiter não consta no levantamento específico de rejeição.

Onde cada candidatura se sustenta

Carol De Toni tem 42,7% entre eleitores com renda familiar de R$ 2 mil a R$ 3 mil e 36,4% entre evangélicos. Regionalmente, seu melhor desempenho é na região de Blumenau, com 33,8%. Entre homens, marca 33,2%, contra 23,7% entre mulheres.

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Amin chega a 29,2% nas regiões de Criciúma e Lages e a 28,6% entre católicos, também com diferença de gênero relevante: 25,9% entre homens e 15,3% entre mulheres. Carlos Bolsonaro tem seu melhor número em Joinville, com 20,3%, acima dos 14,9% do consolidado estadual.

No campo da esquerda, Décio Lima inverte o padrão de gênero dos adversários e registra 17,6% entre mulheres, contra 5,7% entre homens. Ele chega a 40,2% entre quem declarou voto em Lula no segundo turno de 2022. Boppré tem 42,9% entre eleitores que se identificam como petistas e 33,4% entre os que votaram em Lula. Túlio de Amorim Puetzneiter alcança 12,4% entre eleitores de 16 a 24 anos, sua melhor faixa etária.

O voto declarado em 2022 continua organizando a disputa. Carol De Toni chega a 41,1% entre quem votou em Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro tem 23,3% no mesmo grupo. Amin, por sua vez, tem melhor desempenho entre os eleitores que votaram em branco ou nulo naquele ano.

A pesquisa AtlasIntel encomendada pelo Grupo ND ouviu 1.211 eleitores de Santa Catarina entre 4 e 9 de setembro de 2026, pelo método de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o levantamento está registrado no TSE sob os números SC-02036/2026 e BR-06230/2026. A eleição é em 4 de outubro.

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