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Disse não: homem que matou adolescente de 16 anos na saída de balada em Criciúma pega mais de 36 anos de cadeia

Adolescente, Danieli Rocha da Silva foi executada pelas costas após se recusar a ir para a casa do acusado e da esposa para um encontro sexual; após passar mais de dois anos foragido, réu foi julgado e não poderá recorrer em liberdade. Fotos: PMSC / Redes Sociais

Disse não: homem que matou adolescente de 16 anos na saída de balada em Criciúma pega mais de 36 anos de cadeia
Foto: Reprodução
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A dor da perda inestimável não se apaga, mas a noite desta segunda-feira (3) trouxe o alívio do dever cumprido para a família de Danieli Rocha da Silva. Aos 16 anos, a adolescente teve a vida interrompida de forma brutal na frente de uma casa de festas no Sul catarinense. O homem responsável pelos disparos foi condenado nesta segunda-feira (3), pelo Tribunal do Júri da Comarca de Criciúma a 36 anos, nove meses e 27 dias de prisão, em regime inicial fechado.

A sentença acolheu integralmente as denúncias apresentadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), responsabilizando o réu pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e exploração sexual de menor de idade. A Justiça negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade, determinando o início imediato do cumprimento da pena.

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A recusa que motivou a violência

O crime aconteceu na madrugada de 5 de maio de 2023, por volta das 4h20. Segundo a denúncia sustentada em plenário pela Promotora de Justiça Anna Flávia Carminatti, o homem e sua esposa exploravam sexualmente a adolescente, oferecendo dinheiro e presentes em troca de relações sexuais.

Naquela noite, contudo, Danieli disse “não”. A adolescente decidiu não ir até a residência do casal e preferiu sair com amigas para se divertir. Inconformado com a rejeição, o homem foi até a casa noturna e chegou a ameaçar a adolescente no interior do estabelecimento antes de consumar o ataque.

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Emboscada, tiros pelas costas e pânico na saída

Na saída do evento, quando Danieli caminhava acompanhada de outras pessoas, o réu a surpreendeu. Sem chance de defesa, a adolescente foi atingida por cinco disparos de arma de fogo, a maior parte deles efetuada pelas costas. Ela morreu no local.

Descontrolado, o agressor continuou disparando contra a multidão que deixava a festa, efetuando ao menos oito tiros. Um dos disparos atingiu a perna de um homem, razão pela qual o réu também acabou condenado por tentativa de homicídio.

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Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe matar a jovem por ter tido a investida recusada, e de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Rede de cumplicidade e o fim de dois anos de fuga

As investigações revelaram que o crime envolveu outros cúmplices. A esposa do réu, que consentia e participava ativamente da exploração sexual da adolescente, já havia sido julgada e condenada pelo crime de exploração sexual de menor. Já o motorista que levou o assassino até o local e facilitou sua fuga responderá em breve perante o Tribunal do Júri por homicídio e tentativa de homicídio.

Logo após a execução, o autor dos disparos fugiu e permaneceu escondido da Justiça por mais de dois anos. A caçada terminou apenas em outubro de 2025, quando ele foi localizado e preso no Rio Grande do Sul.

Com o desfecho do julgamento, a sensação de impunidade dá lugar ao alento. Como destacou a Promotora de Justiça Anna Flávia Carminatti ao término da sessão:

“Hoje a família da vítima pode descansar sabendo que o acusado responderá por aquilo que ele praticou”.

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