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“Pessoal tá um pouco sem dinheiro”, diz ambulante que esperava faturar alto no ato de Lula em Florianópolis

Vendedora de camisas e toalhas contou ao Jornal Razão que as vendas no comício na Praça Tancredo Neves ficaram muito abaixo do esperado

“Pessoal tá um pouco sem dinheiro”, diz ambulante que esperava faturar alto no ato de Lula em Florianópolis
Foto: Reprodução
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Quem foi ao comício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Florianópolis neste sábado (19) pensando em encher o bolso vendendo camisas e toalhas deu de cara com um cenário bem diferente do esperado. No entorno da Praça Tancredo Neves, no Centro da capital, a militância chegou em peso, mas a carteira ficou fechada.

Ao Jornal Razão, uma vendedora que trabalhava com camisas e toalhas no ato foi direta quando perguntada se as vendas estavam boas. “Não, não está. A gente esperava bem mais, né?”, respondeu.

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Segundo ela, a aposta no comício era grande. “A expectativa era bem alta de vendas, porém não tem muita venda”, contou. E o motivo, na avaliação de quem estava ali tentando vender, é simples: falta dinheiro. “O pessoal aí está um pouco sem dinheiro”, disse.

A frase bate de frente com o discurso ouvido no mesmo ato. Horas antes, uma apoiadora de Lula listou ao JR preços que, segundo ela, despencaram no governo petista: óleo de cozinha por R$ 6,90, arroz por R$ 8,99 e gasolina por R$ 5,99 em algumas cidades. A lista foi usada como argumento para votar no presidente. A poucos metros dali, quem vive de vender pro público do próprio comício reclamava do bolso vazio da clientela.

O movimento não foi pequeno. Desde cedo, ônibus com militantes chegaram à capital para garantir a praça cheia, e os apoiadores encararam a chuva para acompanhar o ato. Gente, portanto, não faltou. Faltou comprador.

O mesmo comício já tinha rendido outra revelação ao JR: participantes que seguravam bandeiras e entregavam panfletos admitiram estar ali a trabalho, e um deles disse receber R$ 150 pelo dia. Do outro lado do balcão, quem levou mercadoria pra vender viu o dinheiro circular bem menos do que imaginava.

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A vendedora pediu para não ser identificada. Ela não informou quantas peças levou nem quanto conseguiu vender até o momento da entrevista.

O comício foi marcado para a Praça Tancredo Neves, em frente à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O Jornal Razão segue na cobertura em Florianópolis.

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