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Eleições 2026

Torneiro mecânico como Lula, apoiador de Curitiba une negócio e militância no comício em SC

João Nilson de Paula veio do Paraná vender bandeiras no ato do petista em Florianópolis e diz ter cortado o dedo "quase igual" ao presidente

Torneiro mecânico como Lula, apoiador de Curitiba une negócio e militância no comício em SC
Foto: Reprodução
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Nem só de militância viveu o comício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Florianópolis neste sábado (19). O torneiro mecânico João Nilson de Paula saiu de Curitiba, no Paraná, e atravessou a divisa pra acompanhar o petista na capital catarinense, mas sem esquecer do bolso. Ele foi ao ato pra vender bandeiras.

“Vim acompanhar e fazer negócios, vender bandeira”, contou ao Jornal Razão. Questionado se tinha ido a trabalho, resumiu a viagem em três objetivos: “Passear, curtir e ganhar dinheiro”.

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O lado comercial, porém, não apaga o político. Perguntado se é apoiador do presidente, João Nilson respondeu sem pensar: “Sempre”. Na hora da entrevista, ele aproveitava uma cervejinha no entorno do ato.

Foi aí que o apoiador puxou a comparação que, segundo ele, o aproxima do petista. “Até na profissão nós somos igual a ele. Eu sou torneiro mecânico. Cortei o dedo quase igual a ele”, disse. Lula também foi torneiro mecânico e perdeu o dedo mínimo da mão esquerda num acidente de trabalho numa metalúrgica, história que virou parte da biografia do presidente. “Tamo lulaísta”, completou João Nilson.

Convidado a dar motivos pra quem ainda está em dúvida sobre o voto, o paranaense falou da própria condição social. “Pra mim, que nem a gente é meio… Não digo pobre, mas remediado. Ele foi o melhor presidente pra mim”, afirmou. Na avaliação dele, a população está ao lado do petista. “Pra mim, o povo tá apoiando ele agora.”

Sobre a reeleição, a resposta veio repetida: “Também, sempre, sempre”.

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João Nilson não foi o único a enxergar no comício uma oportunidade de negócio. Ambulantes com camisas e toalhas também montaram banca no entorno da Praça Tancredo Neves, mas uma vendedora contou ao JR que as vendas ficaram muito abaixo do esperado. O paranaense não informou quanto tinha vendido até o momento da entrevista.

O comício foi marcado para a Praça Tancredo Neves, em frente à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), no Centro da capital. Desde cedo, ônibus com militantes chegaram à cidade, e os apoiadores encararam a chuva pra acompanhar o ato. O Jornal Razão segue na cobertura em Florianópolis.

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