Um recado para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) jogado da plateia no comício de Florianópolis neste sábado (19) não chegou às mãos dele. Quando os candidatos da chapa majoritária subiram ao palco ao lado de Lula, apoiadores do PT arremessaram uma camiseta com a frase “Justiça pelo cão Orelha”. Quem pegou a peça foi o candidato ao Senado Décio Lima (PT).
Décio segurou a camiseta, leu a mensagem e, em vez de repassar ao presidente, enrolou a peça e ficou com ela nas mãos. Lula seguiu no palco dançando e acenando para o público, sem receber o recado.
A cena aconteceu no momento de maior agitação do ato, com o presidente cercado de candidatos e aliados diante da plateia na Praça Tancredo Neves, em frente à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), no Centro da capital.
O cão Orelha virou símbolo de comoção em Santa Catarina e no país. O cão comunitário vivia havia cerca de dez anos na Praia Brava, em Florianópolis, e morreu em janeiro. A Polícia Civil chegou a apontar adolescentes como autores de agressões e pediu a internação de um deles.
A versão, porém, não se sustentou. A juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância e Juventude da capital, determinou o arquivamento das investigações a pedido do Ministério Público, que concluiu que os adolescentes apontados pela polícia não estavam com Orelha no momento da suposta agressão e sustentou que o cão não morreu por agressão, e sim por uma doença preexistente. A decisão também determinou a devolução do passaporte do jovem indiciado pela Polícia Civil. Mesmo arquivado, o caso segue mobilizando cobranças em Florianópolis, e o recado chegou agora ao palanque do presidente.
Não houve manifestação de Décio Lima nem de Lula sobre a camiseta durante o ato. O Jornal Razão segue na cobertura do comício em Florianópolis.























