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Após briga com petista que invadiu o terreno em Florianópolis, assessor de Jair Renan pede exoneração

Gustavo Schiphorst, de 21 anos, deixa o gabinete de Jair Renan na Câmara de Balneário Camboriú cinco dias depois da briga de família na noite do segundo turno

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Após briga com petista que invadiu o terreno em Florianópolis, assessor de Jair Renan pede exoneração
Foto: Reprodução
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Gustavo Schiphorst, de 21 anos, natural de Florianópolis, pediu exoneração do cargo de assessor parlamentar do vereador e deputado federal eleito Jair Renan Bolsonaro (PL) na Câmara de Balneário Camboriú. A equipe de comunicação de Jair Renan confirmou a saída nesta sexta-feira (30).

Gustavo ocupava o cargo comissionado desde 16 de julho, com salário de R$ 4.441,96 e jornada de segunda a sexta, das 13h às 19h, segundo o Portal da Transparência da Câmara.

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A saída vem cinco dias depois de uma briga de família na noite de domingo (25), depois do resultado do segundo turno, no bairro Vargem Pequena, em Florianópolis. As duas casas são da mesma família. De um lado moram os pais de Gustavo. Do outro mora um sobrinho do casal, primo do assessor, eleitor de Lula. Entre os dois lotes há um terreno baldio e duas cercas.

O primo cruzou o terreno baldio, pulou as cercas e entrou no terreno da família de Gustavo. As câmeras de segurança da casa, obtidas pelo Jornal Razão, mostram a briga já do lado de dentro.

A família de Gustavo diz que os xingamentos começaram do lado do sobrinho, que comemorava a vitória de Lula, e admite que respondeu. A mãe do assessor conta que empurrava o sobrinho de volta e que ele caiu por cima do próprio braço. A família registrou boletim de ocorrência na segunda-feira (26), na 5ª Delegacia de Polícia da Capital, por vias de fato e lesão corporal.

O primo dá outra versão. Ele diz que levou garrafadas e fraturou o braço, e no boletim que registrou na terça-feira (27) aponta os tios e um amigo do assessor como agressores. A esposa dele conseguiu na Justiça uma medida protetiva, com base na Lei Maria da Penha, que proíbe os três de chegar a menos de 200 metros da família.

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A Polícia Civil abriu inquérito na 7ª Delegacia de Polícia da Capital para apurar o crime de lesão corporal.

Na quarta-feira (28), Jair Renan disse em nota que o assessor relatou “tratar-se de conflito familiar” e que aguardaria a apuração “sem juízo precipitado e prejudicial contra quem nos prestou bons serviços”.

A advogada de Gustavo afirmou ao Jornal Razão que ninguém arremessou objetos, que o primo pulou o muro e as cercas e entrou na casa, e que as gravações não mostram Gustavo dando golpes. O advogado Marcos Paulo Poeta dos Santos, que defende Michel Schiphorst, pai de Gustavo, afirma que Michel tentou apaziguar os ânimos, que a casa foi invadida e que as provas serão apresentadas à Justiça.

Leia também: Petista que diz ter sido espancado por assessor de Jair Renan em Florianópolis invadiu terreno após vitória de Lula

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/assessor-jair-renan-pede-exoneracao-briga-petista-florianopolis

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