Um homem chamou Marcelo Brigadeiro de “gado”, tentou forçar uma queda de braço e desafiou o candidato ao Governo de Santa Catarina para a briga no meio de uma transmissão ao vivo no calçadão da Rua Felipe Schmidt, no Centro de Florianópolis, nesta quinta-feira (27). O candidato do partido Missão recusou o braço de ferro, propôs “sair na mão” e precisou ser segurado pela própria equipe quando foi atrás do morador. O homem se afastou pelo calçadão ainda provocando: “Vem cá, brigadinho, vem cá”.
Brigadeiro está percorrendo o Estado com o formato “Fale com o Governador”: monta uma mesa com duas cadeiras no ponto de maior movimento da cidade e transmite ao vivo a conversa com quem para para falar. Nesta quinta, a mesa estava no trecho de pedestres mais movimentado do Centro da Capital. “Toda cidade que eu tô indo, eu tô indo pro ponto de maior movimento. Boto a mesa aqui, boto as cadeiras pra ouvir o povo”, explicou o candidato ao Jornal Razão minutos depois da confusão.
A confusão começou quando o homem chegou à mesa, cumprimentou o candidato (“E aí, irmão, tá beleza?”) e, segundo a equipe de campanha, sem fazer pergunta nenhuma, pegou a mão dele para uma queda de braço. Brigadeiro negou de cara: “Isso eu não faço, não. Braço de ferro não faço, não”. O morador insistiu e perguntou se ele estava com medo.
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Brigadeiro repetiu que não faria e subiu o tom: “Não. Braço de ferro não. Eu saio na mão”. O homem tentou transformar o desafio em aposta (“se tu ganhar, eu vou te…”) e ouviu de novo: “Não, vamos sair na mão, então”. O morador respondeu que “não tem motivo pra sair na mão”, mas não parou de provocar.
Segundo o candidato, o homem o chamou de “gado” e passou a xingar. Foi aí que Brigadeiro partiu na direção dele. “Vai fugir? Fala comigo. Tu me chamou de gado, disse daquilo, e aí?”, gritou, enquanto o morador recuava pelo calçadão. Integrantes da campanha seguraram o candidato e repetiam “para, para, não vale a pena”. Brigadeiro ainda mandou o homem voltar, mas o morador foi embora e não apareceu mais.
“Agressão não, porque ele é frouxo”
Minutos depois, o repórter do Jornal Razão, que estava no local, perguntou a Brigadeiro o que tinha acontecido. “Agressão não, porque ele é frouxo. Ele me xingou, e aí, quando eu fui atrás dele pra meter a porrada nele, ele ficou com medo”, disse o candidato. E deixou o recado: “Se ele estiver vendo aí, que ele volte aqui”.
Questionado se botar a mesa na rua não é arriscado, ele devolveu a pergunta. “Arriscado em que sentido? Arriscado é tu ficar puto do frouxo vir xingar e ir embora”, respondeu. Para Brigadeiro, quem quiser falar na cara dele tem que ficar no local “pra arcar com as consequências”. Sobre o início da confusão, resumiu: “Ficou pegando a minha mão aqui querendo queda de braço. Falei que não fazia. Falei: vamos sair na mão”.
Equipe diz que homem “já veio na maldade”
Um integrante da equipe de campanha, que conversava com a reportagem quando o homem chegou, disse que o morador “já veio na maldade”. “Ele não veio aqui fazer pergunta nenhuma. Já veio falando de fazer uma queda de braço. Meu irmão, você tá no jardim de infância? A gente tava querendo fazer pergunta séria, discutir Estado, discutir o país”, afirmou. Segundo ele, o homem bateu o braço do candidato na mesa “e aí deu o que deu”. “Ele fez tudo isso pra rolar confusão. Só que ele não sabe que o nosso candidato não começou na política. Ele é lutador profissional, um dos melhores lutadores de luta livre que tem.”
O mesmo integrante defendeu o formato da campanha. “É o único candidato ao governo do Estado que tá se expondo a fazer isso, botar a cara pra bater. Quem é que tem essa coragem?”, disse. Na sequência, citou o PGC, o PCC, “facção” e “todo político vagabundo que tem no Estado” como alvos do candidato.
Quem é Marcelo Brigadeiro
Marcelo Marcel Franco José da Silva, o Marcelo Brigadeiro, tem 44 anos, é natural do Rio de Janeiro e vive em Balneário Camboriú, para onde se mudou há quase duas décadas. Empresário, treinador e ex-lutador de MMA, dirigiu a Fesporte no governo de Carlos Moisés e concorre pela primeira vez ao governo do Estado. O Missão, partido oficializado no fim de 2025 a partir do MBL, também disputa a primeira eleição, e o coronel Marcelo Rodrigues completa a chapa como vice.
A campanha diz que o formato de mesa na rua vai continuar. “Vários dias da semana a gente vai fazer isso ao redor do Estado inteiro. Vamos pra cima”, disse o integrante da equipe.























