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Eleições 2026

Candidato ao Senado por SC, Carlos Bolsonaro contrata gráfica do RJ para imprimir material de campanha

Material impresso que começa a circular em Santa Catarina saiu de uma gráfica com sede em Saquarema, no Rio de Janeiro. Adversário na disputa ao Senado, Décio Lima (PT) usou o caso para atacar o candidato do PL.

Santinho da campanha de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina ao lado de foto do candidato
Foto: Reprodução
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Carlos Bolsonaro (PL) contratou uma gráfica do Rio de Janeiro para produzir o material impresso da campanha que começa a circular em Santa Catarina, estado pelo qual disputa uma das duas vagas em jogo no Senado. A informação foi publicada nesta quarta-feira (26) pela coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo.

As peças saíram da Exact Embalagens e Rótulos, empresa cuja sede fica em Saquarema, na Região dos Lagos fluminense, conforme a inscrição emitida junto à Receita Federal.

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Os impressos trazem estampados tanto o CNPJ da gráfica quanto o da campanha do candidato. Um dos adesivos, que expõe a dobradinha com a deputada federal Carol de Toni (PL), informa tiragem de 2 milhões de unidades. Outra peça, de maior dimensão, cita 200 mil cópias.

Detalhe do santinho da campanha de Carlos Bolsonaro com o registro impresso na peça
Santinho da campanha ao Senado por Santa Catarina, com destaque para o registro impresso na peça

Adversário ao Senado cobra o candidato

Um dos concorrentes diretos usou o caso para atacar. Candidato ao Senado pelo PT, Décio Lima listou a própria trajetória no estado antes de fazer a comparação em uma publicação nas redes sociais.

Sou nascido em Itajaí, fui duas vezes Prefeito de Blumenau, três vezes Deputado Federal por Santa Catarina e o primeiro e único catarinense Presidente do SEBRAE. E o meu material é impresso aqui mesmo…

Carlos nasceu em Resende, no sul do Rio de Janeiro, tem 43 anos e cumpriu sete mandatos consecutivos na Câmara Municipal do Rio, entre 2001 e 2025. Esta é a primeira vez que ele tenta uma cadeira no Senado. Na urna, aparece com o número 222.

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Domicílio eleitoral e agenda em Santa Catarina

A falta de ligação do ex-vereador carioca com Santa Catarina é o ataque mais explorado pelos adversários desde que o PL lançou seu nome. Em julho, o Ministério Público de Santa Catarina chegou a abrir uma notícia de fato para verificar a transferência do domicílio eleitoral do candidato, após representação encaminhada à Ouvidoria. A apuração foi arquivada no mesmo mês. A defesa alegou que a mudança havia sido feita em dezembro de 2025 e atendia aos requisitos previstos na legislação eleitoral e nas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral.

Três dias após o início oficial da campanha, em 18 de agosto, o candidato voltou ao Rio de Janeiro e publicou uma foto ao lado da mãe, Rogéria Bolsonaro, com a localização marcada na Tijuca, onde ela disputa uma vaga de deputada federal. “Cheguei no melhor lugar do mundo! Amanhã é rua! Obrigado por tudo, mãe”, escreveu.

Desde a abertura oficial da campanha, ele cumpriu uma agenda pública em território catarinense, o “Arrancadão do 22”, lançamento da campanha do PL realizado em Florianópolis no domingo, 16 de agosto. No dia das sabatinas com candidatos ao Senado em uma rádio do estado, estava em São Paulo.

A cidade da gráfica

Saquarema, onde fica a empresa contratada, é um município governado pelo PL e um dos redutos mais fiéis ao bolsonarismo no interior do Rio. A cidade também acolheu um velho conhecido da família: Fabrício Queiroz, pivô da investigação sobre rachadinha no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

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Policial militar reformado, Queiroz ocupa o cargo de subsecretário de Segurança e Ordem Pública do município, onde supervisiona as ações da Guarda Municipal. A nomeação foi articulada pelo ex-prefeito Antonio Peres, que preside o diretório local do partido, com o aval de Flávio Bolsonaro. Preso em 2020 e solto no ano seguinte por decisão do Superior Tribunal de Justiça, Queiroz teve o caso arquivado em 2022, sem julgamento de mérito.

A candidatura de Carlos ao Senado por Santa Catarina foi oficializada em 1º de agosto, em convenção do PL na Arena Opus, em São José, na Grande Florianópolis. Para viabilizar a chapa pura com Carol de Toni nas duas vagas catarinenses, o partido deixou de fora o senador Esperidião Amin (PP), que tenta a reeleição. A decisão custou ao governador Jorginho Mello (PL) o apoio da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil.

A chapa de Carlos também é alvo pelo mesmo motivo. Os dois suplentes nasceram fora do estado: Rafael Caleffi, ex-prefeito de São Lourenço do Oeste e primeiro suplente, é natural do Paraná; o pastor Balduino Rodrigues, segundo suplente, nasceu no Rio Grande do Sul.

Contratar fornecedor de fora de Santa Catarina não é irregular. Os gastos com a produção do material impresso terão de constar na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral, com identificação do fornecedor, do valor pago e da tiragem de cada peça.

A eleição está marcada para 4 de outubro, quando os catarinenses escolhem dois dos três representantes do estado no Senado, além de governador, deputados federais e estaduais e presidente da República.

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