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Família em SC é investigada por venda de notebooks à Educação e prejuízo de R$ 5 milhões

Nesta quarta-feira (10), a Polícia Civil de Santa Catarina realizou uma ampla operação em combate à corrupção, executando dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Joinville, Barra Velha e Itapoá. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada no Combate à Corrupção e Crimes contra o Patrimônio Público, parte da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DECOR/DEIC).

Família em SC é investigada por venda de notebooks  à Educação e prejuízo de R$ 5 milhões
Foto: Reprodução
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Nesta quarta-feira (10), a Polícia Civil de Santa Catarina realizou uma ampla operação em combate à corrupção, executando dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Joinville, Barra Velha e Itapoá. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada no Combate à Corrupção e Crimes contra o Patrimônio Público, parte da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DECOR/DEIC).

A operação teve como objetivo investigar acusações de falsidade ideológica, fraude em licitações e formação de associação criminosa, supostamente cometidos por uma família empresarial. As investigações se centraram em irregularidades em um pregão eletrônico realizado em 2021 pela Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina para a compra de 40 mil notebooks.

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Os notebooks foram divididos em dois lotes, sendo 30 mil destinados à aquisição geral e 10 mil reservados para microempresas e empresas de pequeno porte. Os preços diferenciados entre os lotes indicaram uma disparidade significativa, suspeitando-se de um prejuízo estimado em mais de 5 milhões de reais aos cofres públicos.

A empresa vencedora da licitação, curiosamente fundada por um jovem de 18 anos com um capital social mínimo e sem funcionários registrados, levantou suspeitas sobre a legitimidade da concorrência. As investigações sugerem que a família por trás da empresa organizou-se estrategicamente para minar a competição leal em licitações, utilizando empresas menores como fachada para favorecer seus negócios.

Na sequência da operação, foram apreendidos três veículos de luxo, além de diversos documentos e equipamentos eletrônicos, que passarão por análises e perícias. As medidas incluíram ainda o bloqueio de bens até o valor estimado do dano ao erário e a proibição das entidades e indivíduos investigados de contratarem com o governo.

A operação contou com a colaboração de várias divisões da DEIC, incluindo a Coordenadoria Estadual de Combate à Corrupção e as Delegacias Especializadas, reafirmando o compromisso das autoridades no combate à corrupção e na proteção do patrimônio público em Santa Catarina.

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