Golpe no “dízimo” do crime: GAECO trava caixa de facção criminosa em nove cidades de SC
Segunda fase da Operação Desmos cumpre 21 mandados nas cidades de Chapecó, Catanduvas, Xaxim, Herval d’Oeste, Piratuba, Joinville, Xanxerê, Caxambu do Sul e Nova Erechim. Fotos: MPSC
Por Equipe Jornal Razão·4 ago 2026·4 min de leitura·Atualizado há 14 dias
Foto: Reprodução
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Uma grande ofensiva liderada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, mirou no coração financeiro e na estrutura de uma facção criminosa com forte presença nas regiões Oeste e Meio-Oeste de Santa Catarina.
A ação, deflagrada na manhã desta terça-feira (4), marca a segunda fase da Operação Desmos. Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas.
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As equipes policiais atuaram simultaneamente nos municípios de Chapecó, Catanduvas, Xaxim, Herval d’Oeste, Piratuba, Joinville, Xanxerê, Caxambu do Sul e Nova Erechim. O foco dos investigadores são os alvos suspeitos de gerenciar a engrenagem operacional e travar o caixa do grupo criminoso. Durante o cumprimento das ordens judiciais, uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Rede clandestina de arrecadação
Derivada da Operação Sodalitas Finis, a investigação revelou uma rede clandestina de arrecadação. O grupo recolhia valores conhecidos internamente como “dízimos” em diversas cidades do estado. Essa verba alimentava o tráfico de drogas, a aquisição de armamentos e a sustentação logística da facção.
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As apurações apontam para uma divisão organizada de tarefas, com membros encarregados de recolher o dinheiro, movimentar as contas e coordenar as atividades ilícitas. Em tese, os investigados responderão por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A Justiça autorizou ainda a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos aparelhos recolhidos. Todo o material apreendido será periciado pela Polícia Científica e analisado pelas equipes de investigação.
Nome da operação
A ofensiva contou com a atuação da 39ª Promotoria de Justiça da Capital, que desde julho de 2025 passou a ter abrangência estadual no combate a facções. O nome “Desmos” vem do grego e significa “elo” ou “conexão”, em referência à rede que a força-tarefa busca desmantelar. O processo segue sob sigilo.