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“Não acho que esse menino está vivo”: família vive dor e incerteza após um mês do sumiço de bancário em SC

Polícia Civil trabalha com hipótese de ação criminosa e investiga os últimos passos do jovem na capital catarinense, enquanto a família enfrenta o sofrimento de falsas pistas.

“Não acho que esse menino está vivo”: família vive dor e incerteza após um mês do sumiço de bancário em SC
Foto: Reprodução
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Neste domingo (6), completa-se exatamente um mês do último registro do paradeiro de Vinícius Valente da Silva, de 31 anos. O bancário paulista, morador de Guarujá (SP), desapareceu em Florianópolis em circunstâncias que mobilizam a Polícia Civil de Santa Catarina e a família do jovem na busca por respostas para um dos casos de maior repercussão recente no estado.

Vinícius havia acabado de passar uma temporada na Europa e aproveitava dias de férias no Brasil antes de retornar ao trabalho no mercado financeiro. O destino a Santa Catarina tinha como objetivo visitar um amigo que ele havia conhecido pela internet, com planos de permanecer na cidade por cerca de uma semana.

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No dia 5 de agosto, ele se hospedou em um hostel no bairro Lagoa da Conceição e chegou a renovar a diária para o dia seguinte. Contudo, por volta das 17h do dia 6, deixou o local carregando apenas uma mochila pequena, que, segundo testemunhas, sequer aparentava ter roupas e não voltou a ser visto.

O mistério da mala verde e o relato de alteração emocional

O comportamento do bancário nos seus últimos momentos conhecidos intrigam os investigadores. A família relata que ele viajou transportando uma mala grande de rodinhas na cor verde, além da mochila, mas o paradeiro do compartimento maior segue desconhecido.

Ao fazer o check-out, Vinícius alegou na recepção do hostel que não havia conseguido contato com o amigo com quem pretendia se hospedar. A responsável pelo estabelecimento relatou em boletim de ocorrência que o jovem parecia estar bastante alterado emocionalmente ao ir embora.

Linhas telefônicas mutas e o impacto dos trotes

O último contato direto de Vinícius com a família ocorreu no próprio dia 6. Mensagens enviadas para o seu celular continuaram sendo entregues até o dia 10 de agosto, mas a partir do dia seguinte todas as chamadas passaram a ser direcionadas para a caixa postal. Consultas junto às operadoras confirmaram que nenhuma nova linha telefônica foi cadastrada em seu CPF.

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Para além do silêncio repentino, os parentes ainda precisaram lidar com uma onda de trotes e chamadas anônimas com falsas pistas, o que gerou falsas expectativas e consumiu recursos operacionais das forças de segurança.

Avanço pericial e a tese de ação criminosa

A evolução mais recente do caso envolve a entrega do computador pessoal de Vinícius à Polícia Civil de São Paulo. Os peritos analisam sessões ativas do aplicativo WhatsApp Web em busca de conversas, itinerários e dados que ajudem a mapear seus passos. Paralelamente, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e telefônico do homem.

Com base nas evidências colhidas na capital catarinense, as autoridades descartaram a possibilidade de um encerramento voluntário da viagem ou de um latrocínio tradicional. A principal linha de investigação aponta para um desfecho violento decorrente de um desentendimento pontual ou desacertos interpessoais. Embora os investigadores considerem baixas as chances de encontrar o bancário com vida, trabalham com a convicção de que a elucidação do caso ocorra no próprio território da Grande Florianópolis.

A dor dos parentes e o apelo por informações

Para a família, que realizou buscas presenciais com o apoio do programa SOS Desaparecidos da Polícia Militar de Santa Catarina, a espera por respostas é devastadora. Parentes lembram que Vinícius possui histórico de depressão e transtorno bipolar, mas destacam que ele nunca teve o hábito de cortar laços repentinamente.

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Antônio, primo de criação que considera Vinícius como um filho, expressou o sofrimento da família diante das incertezas:

“Um sentimento péssimo. Eu não acho que esse menino está vivo. Eu tenho uma ligação muito forte com ele. Vinícius não é de sumir.”

A investigação segue dependendo dos laudos da perícia digital e da análise do rastreamento de antenas telefônicas (ERBs) e extratos bancários. Informações concretas sobre o paradeiro de Vinícius Valente da Silva podem ser repassadas anonimamente aos canais oficiais:

  • SOS Desaparecidos (PMSC): (48) 3665-4715 / (48) 99156-8264 / (48) 98843-3152
  • Polícia Militar: 190
  • Polícia Civil (Disque-Denúncia): 181
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