Em uma resposta direta e firme aos recentes casos de envenenamento de animais que assustaram os moradores de Blumenau, no Vale do Itajaí, a Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, nesta terça-feira (1º), a Operação Veneno Ilegal.
Coordenada pela Delegacia de Proteção aos Animais do Departamento de Investigação Criminal (DIC/DPA), a ação interveio diretamente na cadeia de suprimentos para combater a venda irregular de substâncias de alta toxicidade, como saneantes e agrotóxicos.

O foco central da força-tarefa foi estrangular a matriz do problema e evitar novas ocorrências, reforçando que a livre circulação desses compostos fatais representa uma ameaça direta não apenas à fauna local, mas também à vida humana e à saúde pública.
Aves mortas e remédios vencidos
A operação atuou de forma integrada com a Secretaria de Meio Ambiente, a Vigilância Sanitária e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC). Durante os cumprimentos das ordens de fiscalização nos alvos comerciais, os agentes se depararam com um quadro crítico de infrações sanitárias na exposição e distribuição dos defensivos.

Além do comércio clandestino de venenos, as equipes apreenderam medicamentos veterinários com prazos de validade vencidos e constataram cenas explícitas de crueldade contra a fauna: diversos animais estavam retidos em condições severas de maus-tratos para venda, incluindo o flagrante de aves encontradas já mortas dentro das gaiolas.
Prisões encaminhamento ao presídio
Diante da gravidade constatada no local, 10 pessoas foram presas e autuadas em flagrante pelos crimes previstos nos artigos 32 (maus-tratos) e 56 (comércio ilegal de substâncias tóxicas) da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), além do artigo 7º, inciso IX, da Lei nº 8.137/90, que trata de crimes contra as relações de consumo.

Na delegacia, sete dos autuados quitaram os valores das fianças estipuladas e responderão aos procedimentos em liberdade. Já os outros três suspeitos foram conduzidos ao Presídio Regional de Blumenau, onde permanecem custodiados aguardando a realização da audiência de custódia junto ao Poder Judiciário.















