Logo Jornal Razão
Publicidade

STF decide absolver mais uma vez empresária que confessou matar coronel da PM em SC

Decisão finaliza um embate judicial que passou por dois julgamentos do tribunal do júri e diversas instâncias

STF decide absolver mais uma vez empresária que confessou matar coronel da PM em SC
Foto: Reprodução
Publicidade

Na noite de segunda-feira (23), a 2ª Câmara do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a absolvição de Tânia Zapelline, uma empresária de 56 anos, inicialmente acusada pelo assassinato de seu marido, o coronel da PMSC Silvio Gomes. A decisão foi tomada após o julgamento de um recurso apresentado pela defesa de Tânia contra a anulação da sua absolvição pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

Segundo os advogados, essa decisão torna inválida a condenação posterior de Tânia a 8 anos de prisão e encerra as possibilidades de recurso.

Publicidade

O plenário virtual foi palco de divergências entre os ministros. André Mendonça, Nunes Marques e Gilmar Mendes votaram a favor de manter a absolvição original, enquanto Dias Toffoli e Edson Fachin foram contrários. De acordo com Cláudio Dalledone, advogado de Tânia, “O STF restabeleceu o que o povo decidiu e deixou claro que a Justiça do povo é soberana”.

Dias Toffoli, que foi o ministro-relator do caso, argumentou que o pedido da defesa “não merece prosperar”, já que não houve “fundamentos aptos a modificar o entendimento anteriormente adotado”. Em contrapartida, André Mendonça ressaltou a soberania do tribunal do júri em casos de crimes dolosos contra a vida, posição que foi endossada por Nunes Marques.

RELEMBRE O CASO

O caso de Tânia Zapelline ganhou notoriedade quando o TJSC anulou a absolvição inicial, proferida em agosto de 2021, com base em “provas contrárias nos autos hábeis para afastar a hipótese de clemência”. Em um novo julgamento realizado em 17 de outubro, Tânia foi condenada a 8 anos de prisão, mas com possibilidade de recorrer em liberdade.

Publicidade

O coronel Silvio Gomes foi morto em 2019, atingido por um peso de academia desferido por Tânia, que confessou o ato. Ela foi presa em 23 de maio de 2019, após a investigação policial indicar que teria ainda feito cortes no pulso e pescoço do marido para simular um suicídio. Segundo a defesa, o crime teria sido motivado pelo relacionamento conturbado e as ameaças que Tânia sofria. Ela permaneceu presa até sua primeira absolvição em agosto de 2021.

Com a decisão do STF, o caso chega a um desfecho que põe fim à incerteza jurídica que o envolveu, ressaltando o princípio da soberania do júri popular em casos de crimes dolosos contra a vida.

Receba as notícias no WhatsAppEntrar
Publicidade
Publicidade
Grupo de WhatsApp · Tempo real

Santa Catarina no seu WhatsApp

Entre no grupo oficial do Jornal Razão. As principais manchetes do dia, direto no seu aparelho. Sem spam.

Entrar no grupo
+48 mil catarinenses já acompanham
STF decide absolver mais uma vez empresária que confessou matar coronel da PM em SC