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“Se quiser, leva alguma coisa aí”: traficante tenta subornar o CHOQUE e é preso com 42 kg de maconha em SC

Batalhão de Choque da PMSC interceptou Jeep Renegade no bairro Pagani, em Palhoça; preso tentou fugir três vezes e ofereceu parte da carga aos policiais para escapar da delegacia

“Se quiser, leva alguma coisa aí”: traficante tenta subornar o CHOQUE e é preso com 42 kg de maconha em SC
Foto: Reprodução
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Douglas Alves Souza, 32 anos, natural de Florianópolis e conhecido nas ruas como “Dodo da Seta”, foi preso pelo Batalhão de Polícia Militar de Choque (BPChoque) da PMSC na madrugada desta quarta-feira (2) com cerca de 42 quilos de maconha dentro de um Jeep Renegade, no bairro Pagani, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Ele correu dos policiais, foi alcançado, tentou escapar mais três vezes depois de contido e, já sem saída, ofereceu parte da carga aos PMs para não ser levado à delegacia.

A abordagem aconteceu por volta de 0h30. Uma guarnição do GTAM, grupo tático do Choque, atuava em apoio à Agência de Inteligência da Polícia Militar, que já tinha em mãos a informação de que o condutor do Renegade usava o carro para transportar maconha destinada à venda. O veículo foi localizado trafegando em via pública e interceptado pela equipe.

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Ao perceber a ação policial, Douglas abandonou o carro e saiu em disparada a pé. Os policiais do Choque o acompanharam na corrida e o alcançaram logo depois. Diante da tentativa de fuga, ele foi contido e imobilizado pela guarnição para que a ocorrência seguisse com segurança para todos os envolvidos.

Na busca ao veículo, os policiais encontraram dois grandes sacos plásticos de lixo lotados de tabletes de maconha, embalados e acondicionados como carga pronta para distribuição. A pesagem apontou aproximadamente 42 quilos da droga, quantidade que, somada às informações já levantadas pela inteligência, deixou clara a destinação comercial do entorpecente.

Mesmo já contido e com ordem expressa para permanecer no local, Douglas tentou fugir cerca de três vezes, usando força física para se desvencilhar dos policiais. A cada nova tentativa, a guarnição empregou técnicas de controle de contato e uso progressivo da força, na medida da resistência apresentada, até conseguir mantê-lo sob controle.

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Em uma dessas contenções, ele sofreu lesões leves no joelho e no rosto. Antes de ser apresentado na delegacia, os policiais o levaram para atendimento médico na UPA, procedimento adotado pela guarnição para registrar o estado do preso e garantir a lisura da ocorrência.

Foi depois da localização da droga, já ciente de que seria conduzido à Polícia Civil, que Douglas partiu para o suborno. Ele se dirigiu aos policiais e disse: “Tá com vocês aí, se quiser prender, prende; se quiser, leva alguma coisa aí.” A fala foi espontânea e registrada em vídeo pela equipe do Choque. Para a Polícia Militar, a oferta tinha como objetivo comprar a omissão dos agentes e evitar a prisão e a apreensão da carga, o que motivou o encaminhamento do fato também como corrupção ativa.

Douglas informou morar no prédio localizado em frente ao ponto da abordagem. Com a autorização dele, os policiais pediram ao síndico a abertura do portão da área comum e subiram até o apartamento. Ao franquear a entrada, o preso resumiu a situação: “já perdi, podem entrar que não tem nada”. No imóvel, nenhum outro objeto ou substância ilícita foi encontrado.

A ficha criminal ajuda a explicar a resistência. Douglas acumula passagens por tráfico de drogas, posse de drogas, roubo, porte ilegal de arma de fogo, violência doméstica, resistência, desobediência, receptação e ameaça, além de registro no sistema penitenciário. Nos sistemas policiais, também aparece com os apelidos “Neguinho” e “Dodo”. Segundo informações repassadas ao Jornal Razão, ele já teria aparecido em vídeos antigos ameaçando policiais.

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Ele recebeu voz de prisão por tráfico de drogas, corrupção ativa, resistência e desobediência, e foi cientificado dos direitos constitucionais. Douglas, a maconha apreendida, o Jeep Renegade usado no transporte e os demais objetos ligados à ocorrência foram apresentados à autoridade policial para as providências legais.

A prisão é resultado direto da integração entre a Agência de Inteligência da PM e a tropa do Choque: a informação chegou qualificada, o veículo foi interceptado no momento certo e a guarnição segurou o preso mesmo diante de sucessivas tentativas de fuga e de uma proposta de propina. Nenhum policial aceitou a oferta, e a carga, destinada à venda, saiu de circulação.

O caso está agora com a Polícia Civil. Douglas ficou preso, e a maconha, o veículo e os demais itens apreendidos ficaram à disposição da investigação.

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