A tão aguardada ampliação da fiscalização eletrônica em um dos pontos mais perigosos da BR-470 sofreu um duro golpe. A instalação dos radares de velocidade no trecho compreendido entre os municípios de Ibirama e Lontras, no Vale do Itajaí, foi oficialmente paralisada de forma temporária. O motivo da interrupção é uma sequência de furtos e atos de vandalismo que destruíram parte substancial da infraestrutura que daria suporte aos equipamentos de medição.
A situação acendeu um alerta vermelho para as autoridades de trânsito e para a empresa privada contratada para a execução do serviço. A fiação, estruturas de sustentação e componentes essenciais para o funcionamento dos dispositivos foram alvos de criminosos, inviabilizando a continuidade imediata dos trabalhos na rodovia federal.
Incerteza no retorno
Diante do prejuízo e do risco de novas investidas, as atividades de campo foram suspensas. Atualmente, a empresa responsável pelos radares trabalha no desenvolvimento e na implantação de um plano de contingência para reforçar a proteção dos equipamentos, buscando blindar os pontos de instalação contra futuras ações delituosas.
Apesar do esforço para reforçar as estruturas de suporte e os sistemas de segurança física, não há, até o momento, uma data definida para a retomada dos serviços no trecho afetado. A incerteza traz preocupação para motoristas e moradores da região, que convivem diariamente com o alto índice de acidentes e o excesso de velocidade na rodovia.
Etapas burocráticas para a operação
Em nota oficial emitida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o órgão esclareceu que a execução dos serviços e a integridade do canteiro de obras são de inteira responsabilidade da empresa contratada. Além disso, o órgão detalhou o complexo trâmite burocrático e técnico necessário para que um radar entre efetivamente em funcionamento.
A primeira etapa crucial consiste na aferição metrológica individualizada, executada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Após a realização dos testes e a aprovação, o Inmetro disponibiliza o certificado de conformidade à empresa contratada. Cabe a esta anexar toda a documentação técnica e os certificados no sistema de controle do DNIT para análise.
“Para o início de operação, após a inserção da documentação de aferição, o DNIT realiza as verificações de conformidade, não apenas aferição metrológica, mas, também, é necessário verificar in loco se está em conformidade a implantação da sinalização viária e o atendimento aos requisitos técnicos e normativos aplicáveis, antes de autorizar o início da operação do equipamento”, ressaltou o DNIT em nota.
Ativação individualizada
Somente após essa minuciosa vistoria de campo, que valida tanto a parte elétrica e eletrônica quanto a sinalização vertical e horizontal da via, o DNIT concede a autorização final para o início da operação dos equipamentos. Por conta dessa exigência metodológica, a entrada em funcionamento dos controladores de velocidade ocorre de maneira individualizada, à medida que cada dispositivo cumpre todas as exigências legais e técnicas.
Enquanto a infraestrutura não é totalmente reforçada e recuperada dos estragos causados pelo vandalismo, o trecho entre Ibirama e Lontras permanece desprovido do auxílio da fiscalização eletrônica, reforçando a necessidade de prudência redobrada por parte dos condutores que trafegam pela BR-470.


























