O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, nesta quarta-feira (24), para ser internado no Hospital DF Star, onde passará por uma cirurgia para correção de duas hérnias inguinais. Preso preventivamente desde 22 de novembro, esta foi a primeira saída autorizada da unidade desde o início da custódia.
A transferência ocorreu sob escolta da Polícia Federal, responsável pelo transporte e pela segurança do ex-presidente até o hospital. A internação teve início nesta quarta-feira, com o procedimento cirúrgico marcado para quinta-feira (25). Não há previsão de alta médica.
A saída temporária foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 19 de dezembro. A decisão teve como base um laudo médico elaborado pela Polícia Federal e uma manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República.
De acordo com o processo, Bolsonaro realizou uma ultrassonografia no dia 14 de dezembro. No dia seguinte, a defesa solicitou autorização para a cirurgia. Uma nova perícia médica da Polícia Federal foi feita em 17 de dezembro, confirmando a necessidade do procedimento. As datas da internação e da cirurgia foram comunicadas oficialmente pela defesa no dia 23.
Durante a permanência no hospital, a segurança segue sob responsabilidade da Polícia Federal. Dois policiais federais permanecem posicionados na porta do quarto, além de equipes na entrada da unidade hospitalar. O desembarque foi realizado pelas garagens, após coordenação prévia com a direção do hospital.
Por determinação judicial, está proibida a entrada de celulares, computadores ou qualquer outro dispositivo eletrônico no quarto, com exceção de equipamentos médicos. As visitas também estão restritas e dependem de autorização judicial.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi autorizada a permanecer como acompanhante durante toda a internação, devendo seguir as normas internas do hospital.
Após a alta médica, Jair Bolsonaro deverá retornar imediatamente à Superintendência da Polícia Federal, conforme determinação judicial.
FONTE: ND+

































