R$ 14 bilhões parados no banco gerando juros, 125 mil pessoas na fila por uma cirurgia e nenhuma habitação popular construída em quatro anos. Foi com esses números que João Rodrigues (PSD) atacou a gestão estadual ao ser oficializado candidato ao governo de Santa Catarina, neste sábado (1º), na convenção do partido realizada na Assembleia Legislativa (Alesc), em Florianópolis.
Sem citar nominalmente o governador Jorginho Mello (PL), que disputa a reeleição, o ex-prefeito de Chapecó construiu o discurso em cima de um contraste: a riqueza do Estado de um lado e, do outro, o que classificou como abandono da população mais pobre.
“Estado rico que não cuida do seu povo. É inadmissível o Estado como Santa Catarina. Sobra dinheiro na conta e não construiu uma habitação popular em quatro anos, sabendo que temos mais de cem mil catarinenses precisando de um teto.”
Dinheiro no banco e fila na saúde
O trecho mais duro veio quando o candidato colocou lado a lado o caixa do Estado e a fila de espera na saúde pública. “A prioridade é o povo, é a população catarinense. O Estado rico que não estende a mão pro pobre, o Estado rico que não governa para o povo, o Estado rico que tem quatorze bilhões guardados no banco gerando juro e tem cento e vinte e cinco mil pessoas humildes na fila aguardando uma cirurgia, uma prótese de coluna, do joelho, uma hérnia, um tratamento, até mesmo uma cirurgia mais complexa”, afirmou.
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Na sequência, apelou para uma comparação familiar. “É a mesma coisa que o pai que abandona o seu filho e não dá sequer um estudo pra ele. Dinheiro pra quem não sabe cuidar da família não serve pra nada”, disparou.
Aluguel e moradia
João Rodrigues também mirou no custo de vida catarinense, lembrando que o Estado convive com déficit de mão de obra e preços recordes no mercado imobiliário. “O Estado onde o aluguel é caro. O metro quadrado mais caro do Brasil está em Santa Catarina”, disse, voltando ao ponto central do discurso: com dinheiro sobrando em caixa, segundo ele, o governo não entregou moradia popular em quatro anos.
Os números citados pelo candidato não foram detalhados quanto à fonte durante o discurso. A reportagem não localizou manifestação do governo do Estado sobre as declarações até a publicação desta matéria.
A chapa
A convenção deu a largada oficial na campanha de João Rodrigues ao governo catarinense, pela aliança que reúne PSD, MDB, Progressistas e União Brasil. O deputado federal e presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, foi confirmado candidato a vice-governador, e a coligação leva ao Senado o senador Esperidião Amin (PP) e o deputado estadual Antídio Lunelli (MDB).
O evento contou com a presença do candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, e do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, candidato a vice na chapa presidencial. No mesmo dia, na Arena Opus, em São José, o PL homologou a candidatura à reeleição do governador Jorginho Mello, principal adversário do grupo na disputa de outubro.





































