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“Universidade Gratuita” em SC será apenas para alunos que não usarem drogas

Só poderão ter bolsas para estudo gratuito em faculdades catarinenses quem não utilizar drogas, já que PL aprovado na Alesc prevê exame toxicológico dos bolsistas

“Universidade Gratuita” em SC será apenas para alunos que não usarem drogas
Foto: Reprodução
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A proposta da Universidade Gratuita em Santa Catarina foi aprovada pela Assembleia Legislativa do estado, porém, não foi por unanimidade. Alguns parlamentares expressaram suas preocupações e discordâncias em relação a certos aspectos do projeto.

Apesar das divergências, a maioria dos deputados votou a favor da proposta, permitindo que ela avançasse para a próxima etapa. O deputado Antídio Lunelli, inicialmente preocupado com o impacto financeiro da Universidade Gratuita, acabou votando favoravelmente após ajustes serem feitos pelo setor de finanças do governo.

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Por outro lado, o deputado Marquito, do Psol, votou contra o projeto devido à inclusão de uma emenda que exige exame toxicológico para os alunos beneficiados. Ele argumenta que essa exigência foi considerada inconstitucional pelo Ministério Público, pela Procuradoria Geral do Estado e pela Procuradoria da Assembleia, e teme que isso possa gerar uma enxurrada de ações judiciais contra a proposta.

Na prática, os futuros beneficiados pelo Universidade Gratuita podem passar pelo exame toxicológico, entretanto, como redigido, não serão todos os inscritos que precisaram fazer o teste laboratorial, mas sim, uma amostragem de todos os inscritos.

“Prever que a comissão de fiscalização possa exigir, por amostragem, laudo toxicológico, a ser custeado pelo Estado, com o objetivo de evitar o uso de substâncias psicoativas por estudantes”

O deputado Mário Motta, do PSD, também expressou sua discordância em relação ao projeto. Ele discorda da destinação dos recursos da bolsa de estudos para o CNPJ da universidade, em vez do CPF do aluno, alegando que isso restringe a liberdade de escolha do beneficiado. Apesar disso, Motta acabou votando a favor da proposta.

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Outro deputado que manifestou sua oposição foi Matheus Cadorin, do partido Novo. Ele anunciou antecipadamente que votaria contra a promessa de campanha do governador Jorginho Mello, citando três pontos de discordância: a liberdade de escolha do aluno, o princípio do livre mercado e a garantia de que o programa não prejudique o ensino médio e técnico, responsabilidades do Estado.

Apesar das opiniões divergentes, a proposta da Universidade Gratuita avançou com a maioria dos votos favoráveis na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Agora, o projeto aguarda a regulamentação do Poder Executivo para que as bolsas de estudo possam ser oferecidas nas universidades comunitárias e particulares do estado.

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