Um anúncio de aluguel publicado por um jovem morador do bairro Gravatá, em Navegantes, chamou atenção pelo valor cobrado e pelas condições oferecidas. O quarto, com parede divisória de compensado, está sendo anunciado por R$ 1.500 mensais, com caução de R$ 1.000, para um período de cerca de três meses.
Segundo a publicação, o espaço conta com cama e televisão, mas o banheiro e a cozinha são comunitários. Há também tanque de lavar roupa disponível. A vaga é exclusiva para mulheres e o regime é de quarto compartilhado. O autor do anúncio informou que precisa sublocar o cômodo porque vai passar uma temporada trabalhando em Balneário Camboriú.
A publicação gerou grande repercussão nas redes sociais. Diversos internautas criticaram a relação entre o valor cobrado e a estrutura oferecida. Entre os comentários mais recorrentes, usuários chamaram o espaço de “cafofo” e “cativeiro”, ironizando as condições do quarto diante do preço de R$ 1.500.
O caso chama atenção porque o valor pedido por um quarto sem banheiro próprio e com estrutura básica. A situação reflete um cenário que se repete em municípios do Litoral Norte catarinense, onde a valorização imobiliária impulsionada pelo turismo e pela proximidade com Balneário Camboriú tem pressionado os preços de moradia, especialmente para a população de menor renda.
Navegantes abriga o aeroporto e belas praias, vive um ciclo de crescimento urbano acelerado. Com isso, bairros mais periféricos, como o Gravatá, passaram a concentrar moradores que não conseguem arcar com aluguéis nas áreas mais centrais ou em cidades vizinhas.
Não há informação oficial sobre a média de preços de aluguel na região do Gravatá. Entretanto, o valor de R$ 1.500 por um quarto com infraestrutura limitada é apontado por moradores como reflexo direto da pressão do mercado imobiliário sobre a população local.