URGENTE: Lula dobra a aposta e manda embaixador do Brasil abandonar Israel
Em uma escalada das tensões diplomáticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou de volta ao Brasil o embaixador Frederico Meyer, representante do país em Tel Aviv, em resposta direta à convocação deste por Israel para uma reprimenda formal. A ação de Israel veio após declarações controversas de Lula, onde comparou as ações militares israelenses na Faixa de Gaza ao Holocausto, causando uma crise diplomática entre as nações.
Por Equipe Jornal Razão·19 fev 2024·4 min de leitura·Atualizado há 2 anos
Foto: Reprodução
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Em uma escalada das tensões diplomáticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou de volta ao Brasil o embaixador Frederico Meyer, representante do país em Tel Aviv, em resposta direta à convocação deste por Israel para uma reprimenda formal. A ação de Israel veio após declarações controversas de Lula, onde comparou as ações militares israelenses na Faixa de Gaza ao Holocausto, causando uma crise diplomática entre as nações.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel, sob a liderança de Binyamin Netanyahu, intensificou a disputa ao declarar Lula “persona non grata” nesta segunda-feira (19). Em um gesto considerado excepcional, o embaixador brasileiro foi repreendido no Yad Vashem, o Memorial do Holocausto em Jerusalém, lugar de memória das vítimas do genocídio nazista que exterminou 6 milhões de judeus. A escolha do local para a reprimenda, descrita por um diplomata como um “show”, carrega um forte simbolismo, destacando a gravidade com que Israel vê as comparações feitas por Lula.
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Durante o encontro no Yad Vashem, o ministro israelense Katz expressou seu repúdio às declarações de Lula e levou Meyer a ver a lista de nomes de familiares de Katz mortos durante o Holocausto, reforçando a inaceitabilidade das comparações feitas pelo presidente brasileiro.
As declarações de Lula no domingo (18), onde afirmou que as ações de Israel na Faixa de Gaza constituem um genocídio e comparou-as ao extermínio promovido por Hitler, foram o estopim para a atual crise diplomática. Netanyahu acusou Lula de cruzar uma “linha vermelha”, enquanto aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro sugerem um impeachment por tais comparações.
A reação dentro do governo brasileiro foi de cautela, com muitos avaliando que Israel busca amplificar a crise. A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, defendeu as declarações de Lula nas redes sociais, argumentando que as críticas eram direcionadas ao governo israelense, e não ao povo judeu. Ela enfatizou o compromisso de Lula com a defesa da vida, especialmente das crianças, que são as principais vítimas no conflito da Faixa de Gaza.
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