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Florianópolis defende medidas drásticas para conter “invasão” de moradores de rua

Uma reunião foi realizada nesta quarta-feira (17) em Florianópolis para discutir os aspectos finais de um Projeto de Lei (PL) inovador, proposto pelo prefeito Topázio Neto.

Florianópolis defende medidas drásticas para conter “invasão” de moradores de rua
Foto: Reprodução
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Uma reunião foi realizada nesta quarta-feira (17) em Florianópolis para discutir os aspectos finais de um Projeto de Lei (PL) inovador, proposto pelo prefeito Topázio Neto.

O PL, que deve ser apresentado oficialmente no início da próxima semana, propõe a internação involuntária de pessoas em situação de rua que enfrentam dependência química, uma medida que busca responder a crescentes preocupações com a segurança e saúde públicas.

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A legislação proposta abrirá caminho para que o município possa internar dependentes químicos mesmo sem o seu consentimento. O projeto delimita duas situações específicas para tal ação: a primeira envolve a autorização da família do dependente e a segunda, um pedido de curatela provisória feito pelo próprio município.

A reunião reuniu representantes de vários setores, incluindo saúde, assistência social, segurança e o legislativo municipal, representado pelo vereador Diácono Ricardo. Apesar do recesso parlamentar, o presidente da Câmara, João Cobalchini, já expressou apoio à iniciativa, concordando em considerar o pedido de urgência para a tramitação do projeto.

O prefeito Topázio Neto destacou a mudança no perfil das pessoas em situação de rua observada nos últimos meses, com um aumento preocupante de casos de violência e surtos psicóticos. Ele enfatizou que a cidade enfrenta desafios significativos para garantir a segurança pública devido a impedimentos legais existentes. “Estamos vendo muito mais casos de violência e surtos envolvendo pessoas que vivem nas ruas, sem que o município possa garantir a segurança de todos por impedimento legal. O projeto é mais um passo na tentativa de resgatar e reinserir essas pessoas na sociedade, além de proteger os direitos do cidadão, muitas vezes violados por ameaças ou assédios”, ressaltou o prefeito.

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