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em Política

‘PM fascista jogou gás de pimenta nos estudantes’, desabafam comunistas na Univali de Itajaí

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 23/08/2025 22h45
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Protesto contra Nikolas Ferreira e Ana Campagnolo na UNIVALI termina em confronto, acusações de repressão policial e versões divergentes entre manifestantes e apoiadores do evento conservador.

O protesto organizado por movimentos estudantis e coletivos de esquerda contra a presença dos deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Ana Campagnolo (PL-SC) na Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) neste sábado (23) terminou em confusão, acusações de repressão policial e guerra de versões nas redes sociais.

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Segundo relatos de manifestantes, a Polícia Militar teria utilizado spray de pimenta para conter o avanço de grupos que tentavam bloquear o acesso ao auditório onde ocorria o seminário APAS Conference 2025, promovido por entidades conservadoras. Vídeos publicados por páginas como Correnteza SC e Unidade Popular mostram o momento em que manifestantes alegam estar sendo empurrados e atingidos por agentes de segurança. Em uma das falas mais compartilhadas, um militante afirma que “jogaram spray de pimenta na cara da galera”.

Tentativa de bloqueio e clima de hostilidade

Os organizadores da manifestação classificaram o ato como pacífico, mas afirmam que foram surpreendidos pela ação da PM. De acordo com postagens dos movimentos envolvidos, como Correnteza Univali, UP e Movimento de Mulheres Olga Benário, o protesto visava barrar a presença de parlamentares que, segundo eles, promovem “fascismo, negacionismo e ataques aos direitos humanos”.

“Estávamos com cartazes, faixas, palavras de ordem. A reação foi desproporcional. Fomos tratados como criminosos por expressar nossa indignação”, escreveu uma das líderes do protesto.

Já apoiadores do evento apontaram que os manifestantes tentaram interromper o seminário com gritaria, confrontos com a segurança e tentativa de bloquear fisicamente o acesso ao auditório. Um dos organizadores ironizou nas redes: “Querem democracia, mas gritam ‘fascista’ para todo mundo que pensa diferente e ainda erram até o português no cartaz”.

Evento seguiu normalmente com casa cheia

Apesar das tensões, o evento conservador ocorreu como planejado no Teatro Adelaide Konder, dentro da universidade. Além de Nikolas e Campagnolo, também participaram do seminário o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) e outros convidados ligados ao movimento conservador. A organização confirmou que a lotação do auditório foi atingida e agradeceu o apoio da Polícia Militar e da Univali, que cedeu o espaço mas não organizou o encontro.

A universidade divulgou nota reafirmando o compromisso com a liberdade de expressão e o pluralismo de ideias. “Uma universidade que não possa ser espaço de debate perde sua essência. Impedir um evento por discordância ideológica significa censura”, afirmou a instituição.

Esquerda promete novos atos

Após a repercussão, os grupos envolvidos na manifestação publicaram novos conteúdos convocando para “resistência permanente” dentro da universidade. Em tom de desabafo, classificaram a ação da PM como “violenta” e disseram que o protesto representava a juventude “lutando pela democracia”.

“Fomos reprimidos com gás de pimenta e ameaças. Mas seguiremos firmes contra o avanço da extrema-direita no ambiente acadêmico”, declarou uma das lideranças estudantis.

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